O Peido (descrição de 4 segundos flatulentos)
Som....
Este blog destina-se a textos de conteúdo mais informal (no sentido de "eventualmente escandaloso") pelo que recomendamos que tenha mais de 18 anos se o quiser visionar. Depois não diga que não o avisámos.
Som....
Peido-me no vazio que há na minha alma… Nesta noite quente em que o Caviar me entalou as tripas…
Um vulto vagueava por ruas secundárias; esguio e fugitivo naquele fim de tarde alfacinha... No seu trajecto procurava desesperadamente não se cruzar com alguém... pelo menos até ao momento: O momento em que teria que se encontrar com a multidão...
Levanto-o
Localidade incerta, algumas dezenas de anús no futuro
As segóvias voadoras cruzavam os céus, com as suas asas branco leitosas estendidas ao vento. Esporadicamente uma delas atacava outra, com o seu apêndice sexual crescendo mais de 500%, arrastando o par de animais para o chão numa última, e mortal, enrabadela. Nem as árvores-mangueira, com o seu formato fálico e cuja seiva odorífera fazia lembrar o cheiro encontrado numa casa de albergadoras Chinesas (1), amparavam a que(d/c)a vertiginosa. Numa alta janela de um alto edifício uma personagem observava todo este espectáculo, visivelmente enojado. “Isto vai mudar... eu vou conseguir mudar este mundo nojento!!” disse, afastando-se. Aproximou-se rapidamente daquilo que parecia uma estatueta de um rabiosque de cristal, mas que no seu interior continha imagens saltitantes. “O meu plano está a correr como previsto! Em breve toda este mundo de lascívia vai acabar! AH AH AH AH” – as suas gargalhadas ecoaram por quilómetros, enquanto um Tesão ciclónico começava a formar-se no exterior.
Lisboa, alguns anos atrás (de quem? Como? Oi? Pois é pois é pois é pois é!)
Gina
Victor Gina dirigia-se, já um pouco torto depois de 3 canecas de 5 litros de cerveja bebidas de penaltie (Porra, se é penalte, é para expulsão!!!!), à bonita e mais popular diversão da Feira Copular, o “Trem Mistério”. Naquelas horas matinais o recinto encontrava-se quase deserto, pelo que depois de comprar 20 bilhetes ao Sr. Aurélio, lhe pediu para pôr o circuito do trem em loop. Os esqueletos já bastante desossados, os fantoches que caíam do tecto com a espuma de enchimento a saltar, as gargalhadas robóticas que pareciam terem sido gravadas num rádio rasco chin.. coreano (2), tudo isto contribuía para que as viagens no “Trem Mistério” fossem bastante relaxantes... mas pouco ou nada misteriosas.
A sua mente voava ebriamente enquanto o vagão andava por entre os corredores. Depois de algumas voltas, por entre o a penumbra, aconteceu algo que o surpreendeu: na 1ª carruagem pareceu ver uma rapariga. Uma rapariga desnuda, de rabo (enorme) virado na sua direcção. Gina esfregou os olhos enquanto se ouviu uma voz, brasileira, por cima das gargalhadas mecânicas “Vêm Gininho, vêm, o meu pacote é todo seu...!”. Gina, incrédulo mas completamente excitado, tanto pelo rabo (que parecia ainda maior) como pelo sotaque da menina, começou a galgar cadeiras da carruagem, naquela direcção. “Ô, Gininho....” suspirava a brasileira, e Victor aumentava a sua velocidade, tal como os vagões também pareciam aumentar. O trem saía do tûnel, e voltava a entrar no túnel, continuando o seu loop. Finalmente Gina alcançou babado a 1ª carruagem, e com um salto agarrou a brasileira pelo rabo e tratou de a penetrar. Durante um breve momento a sua cara revelou uma expressão de puro deleite, até mudar para surpresa, ao verificar que onde antes estava aquele rabo (mesmo grande), estava agora apenas um manequim de montra, acastanhado. “Mas que caraças... o que é isto?” disse Gina, contemplando um mostrador electrónico que começou a fazer uma contagem descrescente. No momento em que a carruagem saiu do túnel, uma explosão desfez, homem e manequim, numa enorme papa visceral.
O Sr. Aurélio coçou a cabeça, observando, e pensou que era mesmo este tipo de animação misteriosa que estava a faltar ao “Trem Mistério”. Olhou em volta, e ao ver um funcionário da câmara com uma vassoura, disse “Ó amigo, limpa aqui esta javardeira, que logo à tarde vêem à feira os “Canta Baía”, e ainda pensam que isto é um feijoada”
O funcionário, com um olhar assassino, dirigiu-se ao Sr. Aurélio, agarrando a sua vassoura com força. Ajeitou o boné, puxou a vassoura atrás, rangeu os dentes e... encolheu os ombros e começou a varrer.
Belém, duas da manhã do mesmo dia
Um rapaz de ar infeliz mexia o caldeirão do recheio para os pastéis. O suor escorria-lhe pela cara. Uma explosão repentina atirou o creme pela sala, deixando no seu lugar uma esfera cintilante de energia que se desvaneceu, lentamente. No seu lugar restou uma figura feminina de idade bastante avançada, nua (ARGH), que se levantou e dirigiu a palavra ao rapaz. “Ó jovem, não tem aí um avental para eu vestir? Tá bem que até já fiz nudismo e participei em orgias no Meco, mas era sempre com o meu Rato, não é aqui nesta fábrica de pastéis que nem são nada de jeito!!!”. O rapaz, de olhos esbugalhados, saíu disparado pensando que o que lhe pagavam não compensava aquelas visões horrendas.
(continua)
(1) nota do autor – apenas para o caso de um dos leitores (ah ah ah) ser natural desta gloriosa nação, esclareço que a mesma foi escolhida ao acaso, dentro desse belo e bonito continente asiático que eu já tive o prazer de visitar, em particular o referido país que tanto me marcou, especialmente o estômago e a carteira. Se o hipotético leitor for empregado do Restaurante Chinês de Telheiras, acrescento que adoro tudo o que é chinês, tenho a pila bem pequenina, adoro céus permanentemente cinzentos e estou a considerar pedir a nacionalidade chinesa, depois de comer uma bela espetada de cão. Não é preciso vingar-se no meu porco doce, camarada! Xìe xìe!
(2) nota do autor – veja caro hipotético leitor chinês, como não caí no estereótipo habitual de classificar coisas rascas como provenientes de armazéns chineses. Já coreanos, é outra coisa. Que tótós ahah (os do sul... ups). Se o leitor fôr empregado do Restaurante Chinês de Telheiras, podia-me fazer o favor de ir pedindo um crepe para entrada.
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Cenas do episódio anterior:
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Faremos aqui uma pausa na hecatombe espácio-temporal, que tão garbosos valentes nos tem roubado na flôr da vida, mercê dum ignóbil estratagema digno de H.G. Wells e Dona Branca.
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Um cheiro a fritos banhava aquele fim de tarde. No alto do Monte da Caparica, junto à barraquinha da Dona Crosta, cuja relva ia perdendo os tons verdes dos tempos em que ainda nenhum caloiro bêbado se lembrara de lhe vomitar em cima, encontraram-se finalmente, após todos aqueles anûs. Olharam-se olhos nos olhos e o que viram no olho do outro (LOL!) foi uma escuridão imensa (Ojos negros, larari raraa...). Olharam-se como os irmãos Nabão que eram. Como irmãos que não encavavam uma franguinha em conjunto havia já muito tempo, demasiado tempo... Fosga-se, já tinham comichão nos c*****s! Tempo em que haviam deixado que os seus nabões se travassem de razões para um "Doubleteam", um pouco por toda a parte, por um motivo que já nem era claro nem para um, nem para o outro (Herpes? Piolho púbico?).
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Se puxas pela cabeça
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Se na vida tens azar,
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Três anos passaram desde o episódio que alcunhou Nalgatorius. A criança sonhadora de 13 anos é agora um adolescente.... muito mais batido e experiente!
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Gloriosos sejam os reis,
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Ontem à noite vi-te no WC
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Monte das Cabras 0h46min!
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