Sexta-feira, Agosto 08, 2008

O Peido (descrição de 4 segundos flatulentos)

Som....
Um peido disparado.
Ritmo...
Um estrondo anunciado.

Solo...
Prenuncio de cagalhão.
Voz...
- Ai que sensação!!!!!!.

Música...
Num peido espiritual.
Refrão...
Monocórdico e brutal!

Sinfonia...
Já quase rebentei os ouvidos.
Harmonia...
Cheiro e perco os sentidos!

Terça-feira, Agosto 05, 2008

Lamento - plagiar-te à bruta

Peido-me no vazio que há na minha alma… Nesta noite quente em que o Caviar me entalou as tripas…

Lamento desiludir-te, mas não como Cerelac… Não tenho, ao contrário dele, jeito com o púcaro e muito menos com a água quente…

Sou apenas miúdo… Este miúdo, com um pouco de adolescente, outro tanto de punheteiro e nada de poeta… A única poesia em mim existe no teu decote, no teu rabo, nas tuas mamas… No teu corpo salto ao vento coberto pelo meu pénis erecto! O teu sorriso não é mais que uma forma na tua cara! Eu, venho-me perfeito… Assim como me venho na ondulação do teu ventre…

Lamento desiludir-te, mas não sou Gay… Não tenho, ao contrário deles, uma beleza irrepreensível e muito menos guardo em mim o segredo da eterna juventude anal…

Sou apenas este que te insulta com ternura… Possuo em mim apenas a vontade… O desejo de ser livre como o vento… De ir contigo… De Ser contigo… De deixar este garfo e este copo de uma qualquer bebida fermentada, e atirá-lo a ti! Ir até onde Ares nos roube as roupas… Onde faça tanto calor e o possa ouvir espancar-te de emoção por entre a ondulação do mar…

Lamento desiludir-te, mas não sou o Romeno… Não sou, ao contrário deles, puro trabalhador, e muito menos seria capaz de pedir dinheiro…

Sou apenas alguém, que por um golpe de sorte ou azar se apoderou de ti naquela praia! Sou apenas este alguém, que um dia te transportou em baldes, aos quilos! Ainda recordo o sabor da argamassa, mas já não sinto o cheiro da tinta de celulose…

Lamento desiludir-te, mas não sou Hetero… Não sou, ao contrário deles, filho de um homem e de outro homem à Força…

Sou apenas mais um no meio da multidão… Certamente vês em mim o nada que sou…
Sou apenas filho das hormonas que cobriram a indecisão e que um dia quis ser O Homem grávido… A minha única tarefa é esperar pelo próximo carro e tentar cobrar um pouco mais…

Lamento desiludir-te, mas não sou como o Albaran… Não tenho, ao contrário dele, mil processos e muito menos um programa de TV…

Sou apenas um adolescente com todos os defeitos inerentes e pouca ou nenhuma cabeleira… Com uma gaita que nem o próprio corpo respeita!

Lamento desiludir-te, mas não sou o Son Goku… Não sou, ao contrário dele, moreno e muito menos tenho a força sobrenatural…

Sou apenas uma lembrança do adolescente maluco, que foi um dia…. a um concerto ouvir Rodrigo Leão! E pensar que seria Sétima Legião? Sou apenas mais um com medo de aprender a ouvir Madredeus… Com medo de esquecer a Teresa Salgueiro, que queria mudar de Música!

Lamento desiludir-te, mas sou apenas um teenager!

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Crónicas de LÉ on HARD (um conto de fricção nabónica...)

Um vulto vagueava por ruas secundárias; esguio e fugitivo naquele fim de tarde alfacinha... No seu trajecto procurava desesperadamente não se cruzar com alguém... pelo menos até ao momento: O momento em que teria que se encontrar com a multidão...
Segurava na mão esquerda a bandeira em dever patriótico! Portugal é campeão do mundo de Futebol! É seu dever neste tórrido Domingo de Junho de 2010 festejar loucamente... ele e tantos Portugueses.
Mas a sua mão direita essa, tem que fazer o que habitualmente tem feito nos últimos tempos... LÉ on HARD proteje quase com a própria vida a sua virilidade, mão direita em concha sobre o baixo ventre... e tal qual os restantes vultos que parecem fugir rapidamente em cada esquina, caminha curvado, suor na testa, em pânico! Ao mesmo tempo aquele sentimento de culpa, no fundo tinha sido ele a começar o caos... um caos que não sabia agora como terminar...

Tudo se tinha passado há algum tempo... Após um jantar bem regado seguiu com seus companheiros por becos e vielas, cantando e rindo alegremente, parando de porta em porta e de bar em bar... A noite parecia não ter fim... e na loucura da mesma ninguém sabia já onde se enfiava! Cada bar uma porta aberta, para a desgraça!
"GREMITUS", o nome sobre a porta... entraram pois, indiferentes a tudo... Alguém achou o ambiente estranho, mas no fundo todos se queriam divertir... LE on HARD sempre fora um dos grandes galhofeiros da noite! E descontraidamente resolveu lançar mais uma bela piada... olhou para o amigo mais próximo e rápidamente berrou pela primeira vez a frase... aquela frase... o pesadelo que o iria traumatizar para sempre!
Todos se riram alarvemente... A frase passou em menos de um minuto de boca em boca... já todos a gritavam alto... e de repente o pânico instalou-se! Ao dizer a frase imediatamente uma mão se aproximava pronta a tocar-lhes no orgão sexual... E os jovens que podiam fazer!? Gritar a frase, ainda mais! Porque só gritando teriam paz! Dobraram-se protegendo, fugiram correndo e o caos começou a aparecer...


... LE on HARD segurava a bandeira à medida que ia vislumbrando o Marquês de Pombal com milhares de pessoas! E sendo muitas, andavam também elas na larga maioria curvadas e quase todas lançando o grito! Aquele grito que lhe martelava a cabeça! Com a mão segurava o pau... DA BANDEIRA (porque o outro desde essa data fatídica que não saía do casulo excepto na casa de banho de sua habitação...) e deixava uma lágrima escorrer à medida que se lembrava do que se tinha tornado a sua vida... De como o caos alastrou ainda mais naquele dia, em que por causa dos miúdos de uma escola Secundária terem começado também com uns gritos num exame de matemática, lhe tinham vindo pedir explicações ao seu trabalho... De como em directo no Telejornal berrou vária vezes a frase ao jornalista atónito, enquanto se curvava e tentava refugiar por trás da secretária!
Finalmente o destino... No meio da algazarra e euforia, uns cânticos de festejo com a palavra Portugal... mas a maioria tal como ele, curvava-se e berrava protegendo as parte baixas e tornando o Marquês num recinto onde ecoavam várias vezes as palavras, naquela frase maldita que o queimava por dentro, eternamente...

TIRA-ME A MÃO DA GAITA!! EH PAH TIRA-ME A MÃO DA GAITA!!!!!!

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Levanto-o
(ou Tesão para Ti)

Tesão de Ti:
Sentes o perfil do meu nabo sem o olhar
Vês a sua forma com a tua boca
(Ouch!! Mas não o trinques pá!!!)
Deixo-te percorrer o seu perfil enquanto a minha mente se perde no teu rabo
(desenho arabescos nas tuas costas enquanto te torço o braço!)
Vejo a tua mão tentar soltar-se
(arranco a tua mão com a minha!)
Sinto o frenesim da tua boca, e oiço os teus dentes a esperarem pela oportunidade de se vingarem… Vá lá, não sejas estúpida!! Lembras-te do que aconteceu da última vez?
Sinto o formigueiro subir pela pila, enquanto começas a ranger os dentes...
Prendeste-me o nabo, não mo deixas tirar, e ainda o tentas morder!
Penso as mil e uma asneiradas que quero berrar-te, mas o teu pai… o teu pai acabou de entrar em casa, e impede-me até de sussurrar os nomes que te quero chamar!
O pânico sufoca-me… Sufoca-nos! É um vortex de tesão!
Começo a puxar o teu cabelo a ver se me largas o nabo!
Como desejo dar-te um estaladão… a mão bem marcada nessa cara, eternamente!
(nem com o teu braço, bem torcido, deixas de mo morder… puxo o teu cabelo… mas nem assim mo largas!)
Quero que me largues o nabo… quero libertar-me dessa boca violenta…
Murmurar-te ao ouvido mil caralhadas, para que o teu pai não nos oiça…
(quero libertar-me desses dentes afiados… talvez se eu te apertar o nariz começes a sufocar e tenhas de abrir a boca… talvez o soltes finalmente!)

Tesão sem Ti:
O meu cheiro inunda o quarto… As cores das fotos em que estás nua e em posições menos ortodoxas do ponto de vista sexual espalham-se pela minha cama… Sinto a presença da boneca insuflável e percorro a borracha de terceira categoria à procura do pipo… Tenho mesmo de arranjar uma bomba automática…
(cheira mesmo mal, porra… percorro o corredor deste curral, enojado… puxo em vão o autoclismo: está a faltar a água!!!)
A imagem da tua mão na minha pila inunda-me a mente… A tesão provocada pela lembrança daquele toque persegue-me até à loucura…
DEIXA-ME VIR! DEIXA-ME VIR! DEIXA-ME VIR!
Liberta-me desta tesão… Sê a Estrela do SexyHot na minha TV!
(perdido, busco em vão o comando… persigo a tua imagem, por entre a imagem codificada!)
Sinto a tua imagem tão próxima… a tesão bloqueia-me o pensamento…
Umas mãos trémulas seguram uma pila acelerada…
(as minhas mãos seguram-me a pila erguida!)
Tenho medo… Sinto pavor da televisão se estragar outra vez…
(talvez compre uma TV barata no supermercado… talvez ganhe ainda alguns pontos para a gasolina… talvez consiga remendar a boneca insuflável!)
E tu? Tocas-te a pensar em mim agora? Onde é que te tás a tocar? Ainda consegues sentir alguma coisa, nesse sítio onde já tantos tocaram?
Eu não sei se ainda consigo levantá-lo… Já não sei se consigo…
(estarei impotente?)

O tesão já não faz sentido assim… Sem me poder vingar de Ti!

Tesão para Ti:
Quero berrar contigo….
Quero sentir a dor no fundão que é o teu rabo…
(sentir tentares fugir enquanto te agarro pelos cabelos)
Sentir-nos!

Um dia, quando te apanhar de costas, em um qualquer canto do quarto
(um dia, se enquanto te vestes neste canto do quanto!)
Levanto-o para te castigar o pêlo
(levanto-o e tu vais bailar em cima dele)
A minha mão a estimular a maminha
(a tua palma a esfregar a pinha)
Sentir-te gritar quando o meu nabão te tocar quase no intestino…
(sentir os teus punhos no meu nabão, e as tuas mãos a começarem a esbofetear-me!)
Os nossos olhos vingativos, pela raiva que nos impede de olhar directamente o outro… Talvez vendo aquele voyeur pervertido a espreitar pela linha da janela enquanto a cama sobe e desce…
(talvez imaginando que o voyeur fosse uma actriz porno que saltasse para dentro do quarto para participar numa cena lésbica contigo!)

Um dia… levanto-o outra vez para ti
(nesse dia… engulo um frasco de viagra e vais sentir o maior nabo que já sentiste!)

- “Lamento, mas isso não passa de uma salsichinha. Usa as tuas mãozinhas... diverte-te!!”

Sexta-feira, Junho 27, 2008

O Encalacrador Implacável - Episódio 2

Localidade incerta, algumas dezenas de anús no futuro
As segóvias voadoras cruzavam os céus, com as suas asas branco leitosas estendidas ao vento. Esporadicamente uma delas atacava outra, com o seu apêndice sexual crescendo mais de 500%, arrastando o par de animais para o chão numa última, e mortal, enrabadela. Nem as árvores-mangueira, com o seu formato fálico e cuja seiva odorífera fazia lembrar o cheiro encontrado numa casa de albergadoras Chinesas (1), amparavam a que(d/c)a vertiginosa. Numa alta janela de um alto edifício uma personagem observava todo este espectáculo, visivelmente enojado. “Isto vai mudar... eu vou conseguir mudar este mundo nojento!!” disse, afastando-se. Aproximou-se rapidamente daquilo que parecia uma estatueta de um rabiosque de cristal, mas que no seu interior continha imagens saltitantes. “O meu plano está a correr como previsto! Em breve toda este mundo de lascívia vai acabar! AH AH AH AH” – as suas gargalhadas ecoaram por quilómetros, enquanto um Tesão ciclónico começava a formar-se no exterior.


Lisboa, alguns anos atrás (de quem? Como? Oi? Pois é pois é pois é pois é!)


Gina
Victor Gina dirigia-se, já um pouco torto depois de 3 canecas de 5 litros de cerveja bebidas de penaltie (Porra, se é penalte, é para expulsão!!!!), à bonita e mais popular diversão da Feira Copular, o “Trem Mistério”. Naquelas horas matinais o recinto encontrava-se quase deserto, pelo que depois de comprar 20 bilhetes ao Sr. Aurélio, lhe pediu para pôr o circuito do trem em loop. Os esqueletos já bastante desossados, os fantoches que caíam do tecto com a espuma de enchimento a saltar, as gargalhadas robóticas que pareciam terem sido gravadas num rádio rasco chin.. coreano (2), tudo isto contribuía para que as viagens no “Trem Mistério” fossem bastante relaxantes... mas pouco ou nada misteriosas.
A sua mente voava ebriamente enquanto o vagão andava por entre os corredores. Depois de algumas voltas, por entre o a penumbra, aconteceu algo que o surpreendeu: na 1ª carruagem pareceu ver uma rapariga. Uma rapariga desnuda, de rabo (enorme) virado na sua direcção. Gina esfregou os olhos enquanto se ouviu uma voz, brasileira, por cima das gargalhadas mecânicas “Vêm Gininho, vêm, o meu pacote é todo seu...!”. Gina, incrédulo mas completamente excitado, tanto pelo rabo (que parecia ainda maior) como pelo sotaque da menina, começou a galgar cadeiras da carruagem, naquela direcção. “Ô, Gininho....” suspirava a brasileira, e Victor aumentava a sua velocidade, tal como os vagões também pareciam aumentar. O trem saía do tûnel, e voltava a entrar no túnel, continuando o seu loop. Finalmente Gina alcançou babado a 1ª carruagem, e com um salto agarrou a brasileira pelo rabo e tratou de a penetrar. Durante um breve momento a sua cara revelou uma expressão de puro deleite, até mudar para surpresa, ao verificar que onde antes estava aquele rabo (mesmo grande), estava agora apenas um manequim de montra, acastanhado. “Mas que caraças... o que é isto?” disse Gina, contemplando um mostrador electrónico que começou a fazer uma contagem descrescente. No momento em que a carruagem saiu do túnel, uma explosão desfez, homem e manequim, numa enorme papa visceral.
O Sr. Aurélio coçou a cabeça, observando, e pensou que era mesmo este tipo de animação misteriosa que estava a faltar ao “Trem Mistério”. Olhou em volta, e ao ver um funcionário da câmara com uma vassoura, disse “Ó amigo, limpa aqui esta javardeira, que logo à tarde vêem à feira os “Canta Baía”, e ainda pensam que isto é um feijoada”
O funcionário, com um olhar assassino, dirigiu-se ao Sr. Aurélio, agarrando a sua vassoura com força. Ajeitou o boné, puxou a vassoura atrás, rangeu os dentes e... encolheu os ombros e começou a varrer.


Belém, duas da manhã do mesmo dia
Um rapaz de ar infeliz mexia o caldeirão do recheio para os pastéis. O suor escorria-lhe pela cara. Uma explosão repentina atirou o creme pela sala, deixando no seu lugar uma esfera cintilante de energia que se desvaneceu, lentamente. No seu lugar restou uma figura feminina de idade bastante avançada, nua (ARGH), que se levantou e dirigiu a palavra ao rapaz. “Ó jovem, não tem aí um avental para eu vestir? Tá bem que até já fiz nudismo e participei em orgias no Meco, mas era sempre com o meu Rato, não é aqui nesta fábrica de pastéis que nem são nada de jeito!!!”. O rapaz, de olhos esbugalhados, saíu disparado pensando que o que lhe pagavam não compensava aquelas visões horrendas.


(continua)



(1) nota do autor – apenas para o caso de um dos leitores (ah ah ah) ser natural desta gloriosa nação, esclareço que a mesma foi escolhida ao acaso, dentro desse belo e bonito continente asiático que eu já tive o prazer de visitar, em particular o referido país que tanto me marcou, especialmente o estômago e a carteira. Se o hipotético leitor for empregado do Restaurante Chinês de Telheiras, acrescento que adoro tudo o que é chinês, tenho a pila bem pequenina, adoro céus permanentemente cinzentos e estou a considerar pedir a nacionalidade chinesa, depois de comer uma bela espetada de cão. Não é preciso vingar-se no meu porco doce, camarada! Xìe xìe!


(2) nota do autor – veja caro hipotético leitor chinês, como não caí no estereótipo habitual de classificar coisas rascas como provenientes de armazéns chineses. Já coreanos, é outra coisa. Que tótós ahah (os do sul... ups). Se o leitor fôr empregado do Restaurante Chinês de Telheiras, podia-me fazer o favor de ir pedindo um crepe para entrada.

Etiquetas:

Domingo, Junho 22, 2008

Nalgatorius, o Erectus (VI)

Cenas do episódio anterior:
"Na mesa, à cabeceira, estava um prato, cinco talheres e dois copos. Ele dirigiu-se até lá e pousou a embalagem da encomenda. De seguida, sentou-se na esquina do sofá branco enquanto assimilava a decoração...
"Pelas fotos concluiu que a professora viveria sozinha e que seria solteira... teria cerca de 30 anos, muito a tempo de constituir família!"
Continuou a assimilar informação até começar a ouvir novamente passos na direcção da sala. Desviou o olhar focando Pacheca entrando e sentando-se junto dele.
Nunca a tinha visto de cabelo solto, mas ficava extremamente sensual e jovial, assim como o seu odor aflorado, leve e refrescante, o deixara desconcertado.
Ela olhou-o intensamente nos olhos, aumentando a dilatação das pupilas e a intensidade do brilho, e oscolou-o hipnoticamente na boca.
"


Lábios húmidos entrelaçaram-se de desejos, línguas libidinosas esgrimiram seus recalcamentos,  seus corpos se fundiram de calor e suor.... 

Ela agarrou-se à face de Erectus, puxando ferozmente pelos seus cabelos e pelas suas orelhas... 

Ele puxou a parte superior do vestido... A pele húmida e fina fez descair sua mão até aos seios volumosos e excitados de sua parceira. Acariciou-os suavemente, querendo controlar a situação, ela respondeu-lhe num esgrima mais agressivo e numa respiração bela e harmoniosa. 

O jogo corporal de Erectus encaminhou-os para o chão. Pacheca, entusiasmada, agarrou nas mãos dele, esticou-as até à posição do "Homem Vitruviano" e fixou-o de costas  no chão. 

Era a vez dela controlar!
Recolocou o vestido na posição original e sentou-se em cima da pélvis do seu parceiro, desabotoou os primeiros botões da camisa e beijou-lhe o queixo. Enquanto lhe acariciava o peito peludo, seus beijos contornavam o pescoço... e as orelhas eram trincadas com suavidade jovial...

As carícias deixavam Nalgatorius em transe, os olhos rolavam fora de órbita e seus mamilos estavam ligeiramente erectos! Os contornos íntimos de sua parceira, sentados ao seu colo, eram suaves e apetecíveis.  A posição erótica permitia à sua arma cilíndrica estar completamente almofadada pelas formas femininas e apesar do contacto indirecto era como se estivesse dentro dela!

E gemeu, gemeu intensamente de prazer quando os beijos chegaram ao umbigo... 

Pacheca, assistindo ao descontrolo seminal do seu parceiro, parou.

- Nalgatorius... creio que já seja tarde. É melhor ires até casa! - ordenou ela.

- ... Ahaohahh?! - Exclamou ele, um pouco confuso e ainda em transe - porque parou aqui?! estava a ser tão bom...

- Já nos excedemos o suficiente... isto nem devia ter acontecido! Não resisti...  Creio que já tenha recompensado pelos danos originados na sala de aula. - Explicou ela.

- Mas...?! Ok... A professora tem razão... confesso que só não estava à espera.

Abotoou a camisa sem olhar para Pacheca e caminhou até à porta de saída.

- Nalgatorius.... - Chamou ela levemente.

Ele virou-se, sem nunca lhe olhar nos olhos e retorquiu:
- Sim?!

- Não me vou esquecer deste bom momento.... e por favor volte a olhar-me nos olhos!

Erectus não lhe respondeu (nem olhou). Abriu a porta e fechou-a logo de seguida.

(Continua brevemente...)

Etiquetas: ,

Quarta-feira, Junho 18, 2008

Interlúdio Encalacrável

Faremos aqui uma pausa na hecatombe espácio-temporal, que tão garbosos valentes nos tem roubado na flôr da vida, mercê dum ignóbil estratagema digno de H.G. Wells e Dona Branca.
Debrucemo-nos agora sobre o corpo moribundo do nosso herói, o (que já não chegará a ser Guarda) Régio, enquanto meditava nos acontecimentos que o tinham levado (e feito levar) àquela mísera condição...

(Música dos ARAKETU - Lírica de Oscar Alho)
"Mal encalacrado/
Você mi deixoouu/
Mal encalacrado/
Você m'abandonoou..."

"Então volta/
mi surpreendi por ditráis/"
Sua vassoura mi fez tão feliiiz..."

*cof! cof!*
A gargantinha de Régio (pra não falar do restante tracto digestivo) estava particularmente irritada, nem com Tuntum Verde ia lá... Aquele humanóide tinha deixado muitas farpas com a sua vassoura , mas a maior permanecia no seu curação...
Nunca mais o iria ver, nem teria oportunidade de lhe agradecer por lhe ter aberto os horizontes...
Noutro tempo, um futuro Guarda Régio começou a olhar com redobrado interesse para o pacote do seu colega Esteves. "Que diabo, o gajo até é giro... Como é que eu nunca reparei nele antes?" Imediatamente largou a peganhenta revista hentai e seguiu o companheiro, trauteando um tema dos Village People, enquanto aquele se dirigia para os urinóis...

No tempo presente outras coisas se passam. Junto a Régio, uma dobra temporal (estranhamente vulvesca) abre-se, deixando sair um desgrenhado motoqueiro. Sem mota.
Pois este não era senão Ganryubigu, o MadMax Peidimensional, perdido num arco narrativo desprezado pelo autor, ainda e sempre em busca do seu amor perdido, Sissi, a Imperatriz da Crica!
"Epá, qu'é que t'aconteceu?" - disse ele para o prostrado Régio.
"Fui encalacrado, e mal..."
"Estou a ver... Sabes que ainda posso fazer algo por ti."
"Não creio... E-estou muito mal... Devo ter de ser velado com a tampa fechada, todos terão vergonha do modo como fui...*cof!* Menos eu! Finalmente vi a luz!"

O brilho da compreensão faíscou nos olhos de Ganryubigu. Também este pobre desgraçado tinha sido iluminado! A Estimulação Próstica poderia chegar a qualquer um!

"Vejo que foste abençoado. Mas o teu corpo não teve capacidade para albergar tamanha benção. Tratarei de te libertar deste sofrimento..."
E antes que Régio tivesse tempo de balbuciar um "obrigadinho", o punho flamejante de Ganryubigu rasgou o ar da noite e as suas entranhas, cauterizando os ferimentos de Régio e proporcionando-lhe um segundo Nirvana, este final e redentor.
E entesador, pois o corpo de Régio, agora miraculosamente regenerado, equipava uma valente erecção!

"Parece que sempre te vão velar com a tampa aberta."

Etiquetas:

Terça-feira, Junho 03, 2008

O Encalacrador Implacável – Episódio 1

Amadora, 23 horas, alguns anos atrás (de quem? Como? Oi? Pois é pois é pois é pois é!)

A noite estava escura, e as ruas da Amadora especialmente vazias, naquela noite chuvosa. Os raios rasgavam os céus, iluminando momentaneamente a escuridão. Subitamente, um relâmpago pareceu ganhar vida, percorrendo crepitante os céus e atingindo as traseiras de uma carrinha da “Familly Tost”, que ardeu em segundos, ao som da sua ritmada cançoneta-buzinada “TE-re-RE-re-RE-re-RIIII!”. Por entre os restos carbonizados do veículo, uma esfera de energia cintilante desvaneceu-se lentamente. No seu lugar restou um corpo estranho e desnudo, enrolado numa posição quase fetal, ou talvez na posição que Marylin Manson tanto tentou alcançar em adulto à custa de algumas costelas (analogia gentilmente patrocinada por “Auto-Bico: o seu concessionário!”). A figura levantou-se, limpou os cantos da boca, e avançou na direcção do homem que limpava a rua, com uma pá.
- O que é que queres ó panasca? – perguntou o varredor, visivelmente chocado, fixando o olhar, esbugalhado, no volumoso baixo ventre que tinha à sua frente – Apareceres nú a esta hora numa rua respeitável!!
- A tua roupa... agora! – disse, numa voz fria, após alguns segundos em que pareceu tirar as medidas ao funcionário da câmara.
- A minha roupa?? Pá, não me fodAUUUUUGHHHH!! – momento de sofrimento não descritível por palavras, deixado à imaginação do leitor.
O vulto vestiu a roupa verde do funcionário, depois de lhe ter retirado a vassoura do rabo. Ajeitou o boné na cabeça, e olhou em todas as direcções, lentamente, parecendo retirar informações das imediações, como um sensor humanizado. Na realidade, não retirou qualquer informação, pois como este texto se trata de um produção de baixo orçamento, não há cá bases de dados, sensores e meios informáticos altamente sofisticados! Colocando-se em posição de defecar, retirou do orifício anal um bloco enrolado, naturalmente acastanhado.
- Encontrar alvos. Eliminar alvos. Primeiro da lista: Régio, conhecido num futuro próximo como Guarda Régio – balbuciou monocordicamente o indivíduo, enquanto punha a vassoura da Câmara Municipal da Amadora ao ombro e se afastava, ao pé coxinho e assobiando a música do “Strangers in the night”.

Régio
Há muito que Régio se sentia atraído por meninas de uniforme. Estimulado por banda desenhada japonesa, a sua libido tinha-o impelido a tornar-se num voyeur quase profissional, ou pelo menos, muito empenhado. Naquela tarde solarenga encontrava-se em plena actividade de mirone em cima de uma árvore, desafiando a gravidade e os limites do mundo circense: conseguia segurar-se, olhar por cima do muro para as meninas fardadas, ter uma revista hentai aberta, coçar o rabo e masturbar-se, tudo em simultâneo. O extâse em que se encontrava impediu-o de ver a aproximação do estranho varredor. A árvore tremeu e Régio caiu, finalizando toda a acrobacia anterior com um número de empalamento anal. Sem ter a noção real do que lhe estava a acontecer, teve ainda tempo para pensar que tinha andado a perder algumas coisas bem mais excitantes que colegiais. Ao abrir a boca para gritar de prazer/dor, o pau da vassoura acabou de o atravessar e sair pelo oríficio alimentar (?), esbugalhando-lhe os olhos, agora inertes.
- Segundo alvo: Arata. – disse o funcionário da C.M.A., contemplando sem emoção os restos de Régio.

Arata
A multidão gritava apoiando os seus competidores, embriagada de emoção. De um lado, a Bisarma Anónima, com uns respeitáveis 180 kg, do outro, o campeão de enfardanço sequencial da Damaia: Arata, o gigante barbudo. A competição era simples: quem conseguisse comer mais, de um tipo de prato, ganhava o combate daquela tarde. Após a 45ª dose de rojões à minhota, a Bisarma Anónima vacilou, e caiu, esmagando alguns espectadores incautos. O vencedor era novamente Arata, que para celebrar ergueu e bebeu de um trago o barril de chá gelado. Enquanto a multidão o ovacionava, dirigiu-se às traseiras do edíficio para satisfazer as suas necessidades fisiológicas na cova profunda recém aberta para o efeito, mas já com algumas centenas de quilos/litros de estrume: ainda conseguiria fazer algum dinheiro vendendo adubo natural. No momento em que se preparava para baixar as calças, viu um enorme salame italiano na mão de um tipo vestido de verde. As suas papilas gostativas salivaram imediatamente, tomando conta do seu cérebro e corpo, que começou primeiro a andar, e depois a investir contra o portador do salame. Este correu em torno da fossa, fazendo com que Arata aumentasse cada vez mais o ritmo da corrida, até parecer um rinoceronte enraivecido. No último momento, o salame foi atirado para dentro do buraco de estrume, cujo percurso foi também seguido por Arata, grunhindo. Em poucos segundos o gigante barbudo afogou-se em bosta, não sem antes engolir o salame de uma só vez e libertar um gás estomacal audível por vários quarteirões.
- Arata, enclacrado. Á grande. – disse o indivíduo de verde, escrevendo no seu bloco – Próximo alvo: Victor Gina. Preparar brasileiras.


(Continua...)

Etiquetas: ,

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Guerra de Nabãos

Um cheiro a fritos banhava aquele fim de tarde. No alto do Monte da Caparica, junto à barraquinha da Dona Crosta, cuja relva ia perdendo os tons verdes dos tempos em que ainda nenhum caloiro bêbado se lembrara de lhe vomitar em cima, encontraram-se finalmente, após todos aqueles anûs. Olharam-se olhos nos olhos e o que viram no olho do outro (LOL!) foi uma escuridão imensa (Ojos negros, larari raraa...). Olharam-se como os irmãos Nabão que eram. Como irmãos que não encavavam uma franguinha em conjunto havia já muito tempo, demasiado tempo... Fosga-se, já tinham comichão nos c*****s! Tempo em que haviam deixado que os seus nabões se travassem de razões para um "Doubleteam", um pouco por toda a parte, por um motivo que já nem era claro nem para um, nem para o outro (Herpes? Piolho púbico?).

Ao seu redor os professores e os veteranos banqueteavam-se de folhados azedos e croissants de duas semanas...Parecia impossível, mas da pandilha original apenas restavam eles os dois. Naquele campus, onde durante incontáveis semestres caloiras riparam, repetentes gozaram, monumentais orgias de fim de ano entraram para a História, apenas dois restavam da Irmandade Original, a Fraternitas Naborum, seu objectivo último a "Guerra à Guelra" em todas as vertentes (de lado, de frente, upside-down, etc). Eles os dois, os membros originais (ROFL) que haviam começado aquela carnificina de crica, seriam também quem acabaria finalmente com ela.

Soprou um vapor nauseabundo da cozinha da Dona Crosta que fez lacrimejar todos os presentes. Não diziam nada, só coçavam o pacote. Não sabiam bem o que procurar na cara do outro. Podia ser que se lessem, podia ser que travassem um duelo mental, um caleidoscospe-o de posições kama-sútricas em que ambos se tentavam ultrapassar, enquanto houvesse grêlo intacto pra escavacar.

Não houve, há, nem nunca haverá à face da Terra quem possa medir a proeza sexual dos dois irmões. Só Deus, isto é, Eusébio, se algum dia diante d’Ele se encontrarem, os poderá ajuizar. As histórias que circulam rezam que a guerra durou tanto porque o próprio Diabo (i.e. José Veiga) os expulsou do Inferno Vermelho. Ele, que teve de "subir a pulso", era incapaz de admitir a presença de dois marmajos que nunca tiveram de bater uma pívia (a ninguém) na vida!

Ninguém diria no entanto que se enfrentavam os dois seres mais libidinosos, mais potentes que já fornicaram à face da Terra. Ambos pareciam jovens, mas cansados. Via-se que o peso de muitas quecas lhes vergava as costas, e não só. Via-se nas olheiras, no seu ar de tísicos, que os seus organismos estavam à beira duma exaustão mortal.

Um clamor surgiu então no Monte. No campus em redor, os alunos pareceram levantar-se da relva onde fingiam que estudavam o dossiê, os seus telemóveis a gravar (youtubi!), os seus nabos pendurados e inertes mas as suas gónadas a clamarem por paz (PÁS! PÁS!). Ambos os irmães souberam o que os voyeurs queriam e ambos viram aí o prenúncio do que aconteceria... perceberam então que todos estes anos a malhar em conjunto mais não fizeram que adiar o inevitável. Teriam de ser eles a acabar com o derramamento de sangue rectal. A altura de mandar outros para o hospital pra levar pontos no buraco tinha acabado...

Começou o das calças pretas por retirar as mesmas. Ficou nú, segurando apenas um boné à frente do pirilau, que as verrugas tinham voltado em força e ele tinha vergonha que as vissem. A sua arma era mais para ser usada como moca e como espeto (!) do que como objecto de cortejamento.
O das calças brancas pareceu anuir ao desafio e retirou a sua roupa, ficando a segurar uma espada de carne em tudo idêntica à do seu irmão de sangue virginal. Olharam-se mais uma vez longamente. Não havia entre eles repulsa, havia sim algo que os impedia de se lançarem um contra o outro. Finalmente, depois de tantos rios de nhanha derramados em cavidades alheias perceberam que mocar só era fácil quando não é o nosso cu o sacrificado. Avançou então um, difícil dizer qual no meio do fedor das coxinhas de frango (que de frango só tinham a cartilagem), e o outro respondeu com um passo igualmente seguro em frente.

O vento flatulento era agora mais forte, mercê da dieta gordurenta dos imbecis que passam pela fina-flôr académica, e trazia as vozes dos milhares de pós-adolescentes frustrados que clamavam por pinocada... Já ninguém defendia o encavanço de um dos irmões, mas sim a enrabadela mútua de ambos! E estes sentiam um frio nas nalgas maior do que aquele que lhes arrepiava a pele do escroto. Naquele momento era algo maior que eles que ali estava em questão. Apenas eles haviam sobrevivido ao esgotamento sexual, não porque fossem impotentes, isso não, ambos investiam de pé, na frente dos seus colegas, não, a explicação era outra... Ambos haviam sido treinados pela mesma Maestrina, a maior cabra do seu tempo e ambos haviam sido os seus melhores (e maiores) discípulos. Papavam todas as gajas que lhes aparecessem pela frente em qualquer posição, esporravam-se e voltavam à carga as vezes que lhes apetecessem, o rol de pito (e não só) alargado não tinha fim...
Mas eles foram longe demais, e uma noite em que ambos testavam uma manobra favorita - o famigerado DoubleAnal - numa caloira de Ambiente particularmente elástica, não conseguiram deixar de ignorar a insistente fricção de nabo com nabo, algo que os deixava tão ou mais excitados que a estreiteza daquela anilha gulosa.
A partir daí, o recalcamento a que ambos se votaram não mais os abandonou e foi fonte de infortúnio para mais do que uma bilha.

Muitos anûs (outra vez? já começa a ficar gasto...) haviam passado e ambos haviam liderado a sua Fraternidade Nabesca, cujos membros eram recrutados com promessas de boca, cu e cona, mas sem revelar a ninguém o seu treino sexual, a Guerra da Guelra tornou-se na Espanholada Eterna, travada entre duas tetas maiores do que a imaginação consegue visualizar e sempre com dois nabos eternamente hirtos a liderar. Dizia-se que era uma luta entre o Pás e o Tau, com o Tau sempre a seguir ao Pás(PÁS PÁS! TAU TAU!). Tinha havido mais do que uma foda digna de figurar nos Anais da História (LMAO!) mas aquela, no Monte Nalguedur, euh, da Caparica, seria a última, as piças invencíveis conheceriam hoje a derrota.
À medida que se degladiavam em duelo fálico o cansaço apoderava-se de ambos por igual medida. A cada um a gaita ia sugando o que lhe restava de vida e fluido seminal. As suas próstatas fumegavam, ansiando por um alívio que não (se) viria. Os colhões protestavam, azuis de esforço.
Continuaram naquela esgrima punhetesca por dias e dias até que finalmente e em simultâneo, fodidos pelo embaraço ("buuuh", "grandes bisnagas que me saíram" e "afinal vai ou não vai haver nabão?"), tiveram o mesmo movimento em falso... Ou pelo menos tão em falso como um prisioneiro deixa cair o sabonete de costas para o seu musculoso companheiro de cela...

Ainda hoje é visível a estátua, no átrio do Edifício VII. Nela está captada, num instantâneo obsceno, o abraço fatal dos dois irmãos Nabãos, as espinhas quebradas num derradeiro esforço de mútuo enrabamento.

Etiquetas: ,

Terça-feira, Abril 29, 2008

Poesia Peiduplicada - Um Sonho Desinspirado

Se puxas pela cabeça
(a de cima, não sejas tonho)
e não há ideia que apareça
nem em rasgo, nem em sonho...

Faz como eu, vais à e-P.E.N.A.
onde há escritos quanto baste
escolhes um, duma centena
e aplicas-lhe um cópi-páste!

Começa então o desprimor
do triste texto original;
"-Fora talento! Xô pudor!"
Quando é p'ra pôr na Penal...

Não te rales com a métrica,
o qu'interessa é rimar!
Força a rima, esquece a estética
p'ra isso estou-me a cagar!

Inventa algo bem javardo,
misto de escarro e cagalhão,
poesia delicada como um cardo
só no olho cria arranhão!

Sentadinho (na retrete) fechas
a peça, com um floreio de mão:
"Texto novo, diverte-te!"
"Lamento... isto é cura para obstipação!"

Etiquetas: ,

Terça-feira, Abril 22, 2008

Poesia corruptiva (ou um sonho apitado...)

Se na vida tens azar,
E tudo o que fazes dá para o torto,
Não adianta desesperar,
Junta-te à máfia do desporto

Para começares a lucrar
Só tens que arranjar bons amigos...
Aqui e além um bom jantar,
E saber te desviar dos perigos

Usando uma táctica astuta,
Grandes benefícios irás ter:
Basta conheceres uma boa fruta
E teres viagens para oferecer

Seja a oferenda bem dourada
Ou simples e curriqueiro bibelot...
Será que ninguem vê nada?
Será preciso chamar o Poirot?

Do norte ao sul a aldrabar,
Temos muitos amiguinhos.
Por isso poe-te a telefonar!
São só uns favorzinhos...

"O Bastos, o Fagundes e o Simão,
O Aurélio e o Joaquim podem apitar!
O Zé Tolas é que não
Que nos tá sempre a lixar!"

Por isso já sabes... oferece-te!
A esta poderosa organização
"Tenho um apito, diverte-te!"
"Lamento... Brigada, anti corrupção!"


Nota de autor: O texto satírico apresentado refere-se à corrupção existente no futebol Português em geral, de Norte a Sul do país em sabe-se lá quantos clubes...

Mais afirmo que esta é uma criação original não corrupta baseada num plagiante plágio de plágio, pelo que a sua originalidade plagiante não deve ser colocada em causa nem a sua validade literária. Mais afirmo que para colocar este texto não exerci qualquer pressão sobre ninguém...

Apesar de tudo... se alguém me poder dar uma ajuda com o telemóvel... é que ás vezes ouço uns barulhos como se alguém tivesse a ouvir as conversas... se alguém me ajudar eu posso talvez arranjar um cafezinho pingado ou uma viagem ao Seixal... em cacilheiro, 1ª classe! Upa, upa

Etiquetas: ,

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Nalgatorius, o Erectus (V - o regresso do mito)

Três anos passaram desde o episódio que alcunhou Nalgatorius. A criança sonhadora de 13 anos é agora um adolescente.... muito mais batido e experiente!

( leiam a história toda desde início em: http://penal.com-palavras.com/labels/Nalgatorius.html)

Apesar da imagem, ridicularizada entre colegas, deixada na sala de aula três anos antes, Erectus é famoso entre os professores, principalmente os do sexo feminino (e alguns indecisos), que vêm nele um potencial sex-symbol.

A professora de Ciências da Natureza contou às suas colegas que não conseguiu dormir tranquilamente durante uns dias. Consta que tinha sonhos eróticos sempre que se lembrava do instrumento fálico do seu aluno, e do seu tamanho...

As colegas de turma nunca conseguíram desfazer-se da imagem perversa, afastando-se dele para evitar estereótipos.

Seus colegas gozavam por inveja... Nenhum era tão sobre-dotado e escarnecer desviava a atenção das miúdas. Típico de putos... Nalgatorius não se importava, conseguía ultrapassar essas criancices com bastante facilidade.

-- voltando ao pós-acidente --
O problema na escola dificultou a vida familiar, tendo sido obrigado a trabalhar de noite para, segundo os pais, valorizar a vida. A sua tenra idade era um entrave assim como a inexperiência, mas semanas e alguma sorte bastaram para descobrir uma loja de comida oriental, que precisava de um estafeta para a bicicleta.

Num dos primeiros dias de trabalho, bufando cerca 5 km, foi entregar um Shop Suey de frango numa vivenda de rés-do-chão cinzenta, nos arredores da vila.

Encostou a bicicleta ao muro e tocou na campainha com altifalante. Do outro lado respondeu um voz feminina electrizada:

- szzz... Quem toca? shshszzz...
- Boa noite, é da Minetetui e trago o seu Shop Suey de frango! - respondeu o rapaz ainda recuperando o fôlego.
- szzz... Entre então... shhhh.... - respondeu a voz enquanto o trinco do portão se abria.

Erectus empurrou o portão e caminhou na direcção da porta cinzenta. Ouviu o trinco, enquanto a porta de entrada se abria e jorrava luz intensa. Apercebeu-se, pelas curvas, que estaria uma mulher em vestido fino à sua frente. Tentou focar o rosto, mas a claridade só permitia ver na penumbra. Enquanto apreciava as curvas sensuais apresentou-se:

- Boa noite, sou o estafeta da Minetetui e trago-lhe a encomenda... Shop...
- Olá Nalgatorius! Obrigada. - Interrompeu a mulher, não deixando Erectus terminar o raciocínio.

A porta abriu-se completamente até se aperceber que tinha a professora de Ciências da Natureza há sua frente!

- Não sabia que trabalhavas de noite? - continuou ela.

Corou de vergonha... saindo-lhe uma resposta sincera:

- Olá professora... Já trabalho há uma semana e meia... Os meus pais acharam que me fazia bem depois do incidente na escola.
- Fico feliz por te ver aqui... Queres entrar um pouco para conversarmos? Se tiveres tempo, claro!
- huum... - hesitou ele - foi a minha última entrega hoje e posso entregar o dinheiro mais tarde... portanto posso entrar?! - Arrematou ele.

Pacheca ficou espantada com a agilidade do seu aluno, nas aulas parecia muito menos despachado (para as aulas, claro!). Cedeu-lhe prontamente passagem, fechando de seguida a porta com ruído!

- Entra! Segue por esse corredor, vira à direita e fica à vontade! Eu já venho... 2 minutos! - Ordenou ela.
- Obrigado... Já nos encontramos então. - respondeu ele.

"Erectus achou estranho o tratamento da professora. Poderia estar ela a dar-lhe um momento para explicar o incidente e compreender a situação?!"

Entrou numa sala ampla, com um sofá em veludo branco, em L, uma mesa de jantar, com pernas pretas em U e tampo em vidro escovado.

Na mesa, à cabeceira, estava um prato, cinco talheres e dois copos. Ele dirigiu-se até lá e pousou a embalagem da encomenda. De seguida, sentou-se na esquina do sofá branco enquanto assimilava a decoração...

"Pelas fotos concluiu que a professora viveria sozinha e que seria solteira... teria cerca de 30 anos, muito a tempo de constituir família!"

Continuou a assimilar informação até começar a ouvir novamente passos na direcção da sala. Desviou o olhar focando Pacheca entrando e sentando-se junto dele.

Nunca a tinha visto de cabelo solto, mas ficava extremamente sensual e jovial, assim como o seu odor aflorado, leve e refrescante, o deixara desconcertado.

Ela olhou-o intensamente nos olhos, aumentando a dilatação das pupilas e a intensidade do brilho, e oscolou-o hipnoticamente na boca.

(Continua brevemente...)

Etiquetas: ,

Terça-feira, Março 25, 2008

Gloriosos reis da Noite

Gloriosos sejam os reis,
Decerto eles (quem?).
Que desafiando todas as leis
Cá estão para o mal e para o bem!
Aos zigue-zagues rua fora,
Sem destino e sem hora

Um saco cheio de histórias,
Saco vazio de tristezas!
Enche-se um (grande) pacote de memórias,
O tejo branco de certezas...

E mesmo se o iz-mai-loooov falhar,
E o saco cheio ficar...
CERVEJA PELO AR
A VIDA VAMOS FESTEJAR!

Etiquetas:

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Ontem à noite

Ontem à noite vi-te no WC
Estavas com diarreia, sem clister...
Para lá do fedor só brize primaveril®,
Com o seu perfume, incapaz de purificar o ar.
Percorri o armário dos desinfetantes enquanto
Te acabavas de limpar.
Queria que tivesses cagado num WC só teu
Onde a distância evitasse este odor a podre.

Ontem à noite prometi a mim mesmo,
Que nunca mais te faço uma feijoada
Com couves e enchidos, a cheirar a gordura...
Agarra-te ao soja, que eu cozo a posta!

Ontem à noite o WC deixou de ser só meu!
Tive de o limpar como a uma fossa
Fui um engenheiro sanitário imerso em bosta!

Ontem à noite foi a noite em que abolimos os farináceos!

Etiquetas:

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

Revolução na Universidade do Monte das Cabras VI (finalmente o fim...)

Monte das Cabras 0h46min!

O fogo de artificio iluminava as letras no topo do edifício:

Festa que comemora uma data qualquer que serve de desculpa para fazer mais uma noite de festa e acabarmos todos com uma bebedeira do car (fim de espaço no edifício para colocar mais letras)


De repente o anexo á sala de tortura alimentar, tornou-se num espaço onde qualquer coisa semelhante a mil raios de trovoada por minuto causava uma intermitência luminosa no mínimo irritante... e o caos musical começou

heun an an an woueeeeeeeeng.... csa pum tum puntum puntum cspum, PUM; PUM; PUM!!!!!!

Mil corpos frenéticos agitavam-se compulsivamente enquanto mil cervejas já rolavam pela goela abaixo!

Num palco ao lado, Talá sentado em duas cadeiras delirava com 3 bailarinas que se empoleiravam junto a si! O habitual...

Stefalo e Vite Ava Gina sentaram-se numa mesa do canto...

"Temos que nos libertar dos fantasmas desta casa, temos que ter a coragem de seguir em frente, de voltar a encarar o futuro de... de... vai mais uma cerveja?

"Bora esta pago eu!"

De súbito os gritos de pânico soaram pela sala! Uma das bailarinas saca de um sabre gigantesco e zac, salta a cabeça do Talá! Um jorro de sangue inunda a sala!
A música para! Silêncio total! De repente jactos de sangue caem do tecto! Enguia entra triunfal na sala!

"Monte das Cabras é minhaaaaaaaaaaaaaaaa!" Na aparelhagem Rob Zombie começa a vociferar algo acompanhado por um som carregado de terror. O pânico espalhou-se pot toda a sala... ou melhor quase toda a sala...

"Fui ali Gregolum... vai mais uma Stefalo?"
"Vai, esta festa está mais animada do que é costume... HIC! Mas porque é que eles tão a passar os estranhos na noite, não... não percebo..."
"Isto???? Os estranhos na Noite??? Cala a boca!!!!!"
" FOI o que eu disse.... bleurg!"
"olha... gegrelum...."

De repente no meio do caos... A chuva dourada começou a cair! Enguia berrou angustiado:

"OH NÃO! AS feromonas da Maria Inês outra vez NããããããããOOOOOOOO!"

Num ápice os gemidos invadiram a sala na maior cena de sexo colectivo alguma vez vista... é que nem no canal 18...

"Stefalo esta merda já está a ficar um bocado apalhaçada não HIC!"
"Então não? O gajo que fez este argumento sinceramente..."
"Eh pah sabes o que eu digo FOR LEATHEEEEEEEEEER!!!!"
"TAAAAAAUUUUUUUUU!!!!"

De repente surpreendendo toda a gente o corpo de intervenção policial de Monte das Cabras entra em acção! O comandante da força ainda teve tempo para esmagar um crânio junto á porta antes das feromonas super potentes fazerem efeito...

"GRAUUUURRRRRRR... ahh... annnn.... aiiiiiiiiii meninaaaaaaaas toca a juntar à festa suas doidaaaaaassssss"

E logo o disk jokey vociferou "bolas isto é que está cá uma noite hoje..." enquanto colocava nova malha....

"first i was afraid...." E logo a panascada policial começu...

Ao ouvir o som vindo das colunas logo Enguia se começou a contorcer em dor! "POP GAY NÃÃÃÃOOOO! PUM!!!!!!! A cabeça explode violentamente, mas a sala não perdeu tempo em aplausos... a orgia ainda mal tinha começado...

FIM



...




"Foda-se termina assim..."
"Termina... BURP! " respondeu Vite Ava Gina com a cabeça pousada em cima da mesa
"Então e a lógica quem fica a tomar conta de Monte das Cabras agora?..."
"Hum não Xei... mas talv..."

Não acabou a frase! A orquestra começou a ouvir-se nas colunas e a música soou perante a surpresa de todos...

Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie...

Mas que vem a ser isto??

Os olhos viraram-se para um dos lados da sala!

"fuooooooooooooDASSSSSSSSSSSS!!!!!!" Um jovem entra projectado de costas caindo sobre a cadeira onde minutos antes Talá se havia esvaído em sangue...

Enquanto alguns estavam ainda a vestir as calças outros olhavam de olhos esbugalhados o pobre rapaz que, ao levantar-se, se ia queixando...

Doi-me as costas!!!!!!!!!!!!!!


FIM (AGORA É MESMO)!

Etiquetas: