Segunda-feira, Outubro 18, 2004

Sonhos de uma noite de nabão (Acto 1)

(Almada, durante a parada gay anual, com tantos jovens vestidos e pintados enquanto cantam canções de embalar a velhotas à janela, em troca de mais uma bebida de cevada.)


Acto 1, Cena 1

Nesta altura tão nobre, entra Tesão, Duque das Florzinhas, que planeia sua união carnal com Hipócrita, que quer permanecer virgem até Tesão lhe remover a cereja. Entra Engelhado em cena, seguido da sua filha Her(tão bom que até)mias, o seu querido amante LigasTeMando, e o homem com o qual Engelhado quer que a sua filha case, DeMeteEAtéRiu.

Engelhado - Por favor Tesão, dá-me o direito de fazer com que minha filha case com DeMeteEAtéRiu, poque ele já me prometeu que a partilha comigo, ou então deixa que eu a mate.

Tesão - Assim seja, caro amigo de cama. Her(tão bom que até)mias, tens duas opções, ou te juntas às freiras para elas te irem ao pacote, ou então casas com DeMeteEAtéRiu.

Her(tão bom que até)mias (falando para si) - Que irei fazer? Eu amo LigasTeMando, mas meu pai não me deixa fornicar mais com ele, e também não tenho apetências lésbicas. Que irei fazer?


Saem todos os outros homens, deixando os dois amantes para trás.


LigasTeMando - Oh, minha amada, tão triste eu tou. Mas também te prometo que se vieres comigo para os bosques na próxima noite te dou uma trancada tão grande que só irás chorar de dor. Ah, já agora também podemos casar.


Chega Helena


Helena - Meu pobre LigasTeMando, que hei-de fazer?? Meu amado DeMeteEAtéRiu só tem olhos para Her (tão bom que até) mias, e eu que tenho um par tão bom de marmelos fico tão sozinha.

LigasTeMando - Não te preocupes, eu vou fugir com Her(tão bom que até)mias e por isso não te preocupes mais. Claro que se eu depois ainda tiver verga também te posso dar uma.


Sai LigasTeMando


Helena - Eu tenho de revelar a verdade a DeMeteEAtéRiu, pode ser que ele assim não me deixa sozinha, talvez até possamos fazer um menage a trois.


Acto 1, cena 2

Os artistas reunem-se para distribuir os papeis para a peça a celebrar o noivado que se aproxima. Claro que todos eles sabem que é um disfarce e isto é apenas mais uma orgia homossexual, mas eles até se fingem interessados na peça enquanto aguardam algum tempo entre quecas para se restabelecerem. Finalmente concordam em se encontrarem no bosque para mais uma queca na noite seguinte, deixando apenas assente que é bom que tenham limpo os cantos da boca.


(Continua...)

Domingo, Outubro 17, 2004

Alexia e Tutu - Duo TAUtâmico

Uma loira reluzente e bamboleante desce a avenida provocando os piropos de tudo o que é homem das obras e afins. “Grande rabo!”, “Grande par!!”, “Makukula matimba!”, “Skolensk tropnova!” são expressões que se habituou a ouvir enquanto esfrega candidamente os cantos da boca. Alexia de seu nome, é conhecida por vender prazer mais rapidamente que uma casa de câmbio troca dólares num país africano. Loiríssima, de estatura mediana, óculos de grossas hastes, roupa provocante e a boca mais rápida dos arredores, ainda tem tempo nas horas vagas para ser informadora especial da esquadra da Damaia. Ai aqueles cacetetes longos e negros!! É precisamente para lá que se dirige, depois de ter sido chamada via telemóvel modo vibratório.
Os sapatos altos vão trotando na calçada enquanto o edíficio da GNR se aproxima no horizonte. “O que quererá o chefe desta vez? Ainda ontem lhe mudei o óleo...” – pensa Alexia “E que fuga tem aquele motor! Ainda me dói a garganta...”. Sobe rapidamente as escadas de entrada da esquadra e dirige-se ao gichet, onde um GNR que faz o controle de entradas lê calmamente uma banda desenhada japonesa onde parecem abundar jovens colegiais saltitantes.
- Bom dia senhor guarda Régio – diz Alexia, com um sorriso maroto – Não o sabia tão interessado na cultura japonesa...
- Ehh... Muito bom dia menina – responde Régio baixando atrapalhado a revista – são apenas... alguns conselhos para tratar dos meus bonsai!
- Ai sim? Em Portugal os jardineiros não costumam usar saia... – riposta Alexia, rindo-se – Penso que o chefe me espera!
- Sim, sim, siga o pelo corredor! – atira Régio, observando a loira afastar-se – ainda um dia a irei possuir! – susurra, enquanto uma mão levanta a revista e a outra desliza avidamente para um ponto em particular das calças...
Ao longo do corredor Alexia vai sendo cumprimentada efusivamente pelos agentes que passam “Não me esquecem estes queridos. Também, tantas vezes que esfolei os joelhos por culpa deles...” – recorda nostálgica, chegando ao gabinete e batendo à porta.
- Entre! – berra o chefe Victor Gina do outro lado.
O Chefe da esquadra era um homem peculiar. De meia idade, pesado a todos os níveis, tinha sido emigrante muitos anos no Brasil, tendo regressado apenas há um par de anos a Portugal. Os seus gostos ainda vinham afectados por essa estadia na terra dos nossos irmãos, ou como ele gostava de dizer, irmãs: não dispensava uma boa feijoada e mulheres com um rabo enorme, de preferência ao mesmo tempo. E claro, se fossem brasileiras, melhor.
- Bom dia Chefe Gina – disse Alexia, entrando – Vim logo que pude.
- Sempre a mesma atrasada! Se anda com um vestido, basta subi-lo, render, descê-lo e andar, porquê a demora? – resmungou acidamente Victor – Mais depressa um boi monta a manada toda do que você chega aqui à esquadra!!
- Desculpe Chefe, mas não posso desperdiçar nenhum cliente... – penitenciou-se a loura, baixando os olhos – quer o serviço do costume? – suspirou, preparando uma vez mais a garganta.
- Não, não te baixes já! – exclamou Victor – Hoje não há reza para ninguém! Quero dar-te um trabalho, e apresentar-te o teu novo parceiro.
- Parceiro?? – balbuciou Alexia, perplexa – Eu trabalho sozinha, já lhe disse! Sou pau para toda a obra... ou obra para todo o pau, como queira!
- Calma rapariga, refiro-me a um trabalho policial – esclareceu o GNR – e ele vai ser uma ajuda preciosa na tua missão. Tutu, podes entrar!
E eis que da casa de banho pessoal do gabinete surgiu o novo companheiro de Alexia: um rapaz alto, na casa dos vinte, meio calvo e aparentando pouca expansividade. A loira observou-a de alto a baixo “Hum... atraente... para alguma me servirá” – pensou maliciosamente, observando o baixo ventre oculto do rapaz.
- Alexia, este é o Tutu. Vai ajudar-te na obtenção de informação sobre um perigoso traficante – explicou o Chefe Victor Gina – O seu nome é S. P. Frônhé e domina todo o mercado deste lado do rio Tejo. É esta a vossa missão.
- Bem, parece que vamos ter de trabalhar juntos não é? – disse Alexia, dirigindo-se ao rapaz
- Ããããã... – gaguejou Tutu – Ãããã... sim.
- Hum... tímido. Tenho de te tirar essa timidez. Vamos ali ao WC e tratamos disso – disse Alexia, enquanto levava pela mão o rapagão... – Espere só um pouco Chefe. Vamos ver se o Tutu não é antes um TuTAU...

(Continua)

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Quinta-feira, Outubro 14, 2004

O (Ré)trato Cu-tural

Chovem lesmas ninfomaníacas no quintal, enquanto o Enrabo Branco rega as alfaces com um regador. Caminha adubando a terra com a sua maquilhagem oriental, “ais” e “uis” másculos são libertados ao mesmo tempo que desbrava terreno... o Brasileiro destemido no seu rabo faz passadiço, ou algo que aqueça como o maçarico. Tanta fama, tanta cultura…é bravura!
Ao mesmo tempo que estes heróis da sociedade nos instruem há caracoletas a masturbarem-se compulsivamente à espera que o Professor Marsápio abra mais uma página das revistas porno semanais… A Marmela Bora Greves infeliz com a situação já pensou em doar as revistas a uma instituição transsexual feminina.

O mundo cresceu, está mais culto e limpo, é por isso que as moscas de Setembro fazem companhia aos narcotraficantes, comendo uns caracóis no Martim Moniz… irresistível tentação está a orientar esta sociedade para um sub mundo rico e culto. No Bairro Alto circulam canivetes com copos de imperial na mão, tentando convencer os que passam a ajudar instituições de caridade… Ouvem-se tiros de alegria quando as balas já aquecidas por uns copitos entram na borga fumada de uns presuntos na Tasca do Chico. Bordas Largas acima entramos na floresta onde se vêem longos campos de flores e plantas exóticas… Na esquina a Cevada ergue-se do chão, feliz por se libertar de novo e caminhar rua abaixo…A rua é torta e esburacada… não se sentem os passeios e os Tremoços amarelos são libertados na atmosfera.

As pessoas estão felizes… Ou não…mas com certeza estão cultas e seguras.

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Terça-feira, Outubro 12, 2004

Sissi, ou o Regresso de Uma Paixão

Anacleto martelava fortemente o seu nabo entre os seios túrgidos.
Era uma actividade a que se dedicava com grande interesse, visto ser uma novidade de terras de Espanha. Tinha também o aliciante de não fazer filhos, se bem que houvessem outras opções...
Mas Sissi já o tinha desenganado, dito que não, que me aleijas, e eu tou sem pomada, e coiso e tal.
De maneira que Anacleto se tinha de contentar em fazer escorregar o seu palpitante instrumento entre o rego das deliciosas mamas de Sissi.
Não tardou muito até que libertou o fruto do seu prazer sobre o rosto da bela cortesã. A alva corrente que lhe escorria pela face compunha um quadro de beleza quase angelical, até que...
- Arre, badalhoco! E se me passasses um pano, que esta merda já tá a escorrer pó chão?

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Obstipação de Amor

Dei um peido na noite mais escura
Tão forte estava a feijoada
Que não aguentei a cagada
Que de meus lençóis roubou a alvura

Nem com Tide lhes devolvo a brancura
É a desgraça toda - Mas não foi nada!
Amanhã é dia de consoada
De meu ventre prenúncio de amargura

Sou aquele que tem penico de faiança
Sou o poeta cagado, o sem esperança
O que veio ao mundo para se borrar

Sofrer assim -jamais! antes morrer
Minha salvação é o clister
Porque não posso viver sempre a cagar

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