Quarta-feira, Abril 27, 2005

Alexia e Tutu - Apocalipse Tau (parte IV) - Fim - Fin - Le Grand Finale - PUM

A loura estacou, semicerrando os olhos na direcção do seu antigo companheiro. A dúvida pareceu surgir na sua mente, imobilizando-a. Tranco, aproveitando o momento disparou vários raios da sua arma na direcção do peito de Alexia, que refulgiu ricochetando, acertando em cheio em S.P. Fronhé, que cacarejou de dor. Tutu atirou-o com violência para o chão, e limpou as lágrimas.
- Pai... não... – guinchou Alexia, correndo para junto de S.P. Fronhé, que apresentava um ferimento na cabeça – não me abandones...
- Nã nã nã, nada disso – gemeu o indiano – burro velho não aprende, nem morre assim... Dá-me aí o cachimbo!
- Ele não é teu pai Alexia!! – disse Victor Gina – É um criminoso... um monstro!
A loura pousou carinhosamente o moribundo, que parecia aliviar a sua dor puxando ávidos bafos do seu cachimbo, e levantou-se, com um olhar perigoso na direcção de Tranco
- Vais-me pagar!! – gritou, correndo na direcção da traidora de Fronhé. Contudo, a meio caminhou estacou quando um vulto lhe saltou para as costas – Mas, mas o que é isto??
- Minha Deusa!! – disse um Guarda Régio cheio de desejo, que se agarrava solidamente às costas e ao rabo de Alexia – Não vou morrer sem te possuir! Ahhh!! – Gemeu de prazer à medida que cavalgava a loura, tentando romper as suas protecções metálicas traseiras. Alexia, furiosa, saltava, bufava e mandava-se contra a parede, desesperada por não conseguir ver-se livre do GNR tarado. Tutu correu na sua maneira caraterística, e com um só movimento violento carregado de ciúmes arrancou Régio de cima de Alexia e atirou-o contra Cléo, que estava deitada junto à parede.
- Olá beleza – disse o GNR com um olhar reluzente para a informadora da esquadra de Monsanto, saltando-lhe de seguida para cima.
- Parem!! – gritou Laura Tranco – Lá em baixo!! O outro prisioneiro está a correr na direcção dos reservatórios de hidrogénio, e parece ter uns... explosivos!! Se lá chega é o nosso fim, fazemos uma cratera que se vê da lua!!
- Ããããã... esse não é o agente do posto de Sintra? – perguntou Tutu
- Não, eu sei quem ele é – disse Victor Gina, olhando pela janela – O seu nome é Stefalo, e pertencia a um grupo rival de Fronhé, que este aniquilou, controlado pela Calimera Escarros. Se ele aqui está, o seu pensamento é só um, o da vingança!!!
- Ãããã... Alexia... por favor – suplicou Tutu – só tu o podes parar... Em nome de todos os momentos que passamos juntos... especialmente aqueles em que estavas de joelhos...
Alexia pareceu ter uma sensação de reconhecimento, e hesitou. Olhando para Tutu uma lágrima escorreu pela sua face. Aproximando-se da janela, pareceu tomar uma decisão e saltou, aterrando no pátio do edifício Aparte Mental com toda a suavidade que do uso dos seus propulsores anais lhe permitiam. Com alguns saltos colocou-se entre um surpreso Stefalo e os reservatórios de hirogénio.
- Mas... olha quem é ela! – disse o desnudado louco – Com um novo look desde que me abandonaste lá atrás depois do fellacio, mas o mesmo ar cabresco! Vens para o fogo de artifício final é?
- Venho... para te parar - sibilou Alexia – a bem... ou a mal!
- Tu??? Minha reles, não és adversária para mim, vou explodir com tudo, tudo!!! –. e sem hesitar lançou três jactos de bromo na direcção da loura, que se esquivou, embora com alguma dificuldade. O perigoso líquido foi acertar mais atrás nas partes baixas do corpo de Arata, que gemeu dolorosamente. Ao fazer menção de avançar na direcção de Stefalo, o louco gritou para Alexia.
– Para!! Toca-me e estes bébés susceptíveis vão dar-te uma nova cor a esse rabinho!! - disse, dando umas palmadinhas nos frascos de nitroglicerina, enquanto disparava inúmeros jactos da sua arma. A loura foi obrigada a dançar por entre os feixes, que lhe foram rasando e ferindo alguns pontos do corpo, até que com um salto conseguiu agarrar a pistola e lutar pela sua posse com Stefalo.
- Não conseguirás! Não conseguirás! – gritava Alexia, ferida, enquanto o ex-prisioneiro ripostava, os dois bem juntos – Ah ah ah! Quanto mais abanamos, mais perto ficamos de ir pelos ares! Ah ah ah!
Os dois vultos lutavam furiosos, não se apercebendo que Arata se levantava, furioso e cheio de dores quer pela sua virilidade agredida, quer pelo seu almoço que nunca mais chegava. Uivou assustadoramente enquanto carregou sobre os dois inimigos que, apanhados de surpresa, foram arrastados pelo gigante na direcção dos reservatórios de hidrogénio. Um cambaleante e muito ferido Arães, observando pela janela do 7º andar, conseguiu antes do impacto e da grande explosão lançar um grito que se ouviu por quilómetros e quilómetros
– Ca putááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááá!


No dia seguinte, algures no Norte do País

Uma mulher pequena, magra, postulenta e de idade avançada entrou na sala. Trazia um vestido simples, usando por cima um avental velho e sujo, e na mão um tabuleiro com pastéis de nata ressequidos. Aproximou-se do cadeirão que se encontrava junto a uma janela, no qual se encontrava alguém a fumar um charuto.
- Então jovem, coma lá um pastelinho para comemorar – disse a recém chegada num sotaque característico, atirando para cima da mesa um jornal onde a manchete era acompanhada por uma fotografia de um edifício destruído e em chamas.
- Excelente, excelente, Dona Crosta! – respondeu o outro também de idade avançada, de barbas e usando uns calções que pareciam mais umas fraldas – Não há nenhum sobrevivente?
- Ò Doutor Xanana do Infarmed, nem um... – esclareceu – Vá coma, tenho ali mais uns mistos e umas sandochas, tem que se alimentar bem que agora vamos ter muito trabalhinho, o mercado das ervas sintéticas é nosso – disse, gritando para a porta no seu vernáculo habitual – Ò Rato, traz os panadinhos!
Uma gargalhada maquiavélica ecoou, à medida que um plano zoom out (que só é possível nos filmes mas que me apeteceu estupidamente referir aqui porque vou acabar esta trampa agora) se afastava do edíficio.


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Domingo, Abril 17, 2005

Gésica a curandeira

Gésica era a curandeira mais solicitada na vila de Nabos a Cima. Todos os dramas familiares eram resolvidos por esta sábia. Resolvia as discussões domésticas, os problemas com álcool, os problemas com as vizinhas do lado, o porco que morreu de gula, a galinha sem pescoço que assassinou o galo, enfim, hábitos normais naquela vila provinciana.

Não havia nada que ela não curasse, porém numa bela manhã de Inverno dois jovens encharcados bateram-lhe à porta. (TUC TUC)

- Quem é? Caralho! – Perguntou a curandeira enquanto se dirigia para porta – “Já não se pode fornicar com o cão em paz!?”- pensou ela.
- Olá… - respondeu uma voz baixinha e aguda do outro lado.
- Sr. Gésica, viemos aqui…- continuava o mais alto quando a porta se abriu abruptamente.
- Já sei... a história do costume… – Berrou ela, enquanto saia porta fora encostando seus seios no peito de um dos seus visitantes.
- Mais ou menos. Esta é uma história diferente… - Acalmou Jójo.
- … Eu e o Jójo temos uns problemas. – Continuou Sergay.
- Problemas!? Entrem, estejam à vontade – Disse ela enquanto se desviava para eles passarem.

Encaminhou-os até à sala de estar. Sala decorada com as mais bonitas penas de aves… Um brilho de cor que tornava aquele ambiente bastante leve e acolhedor.

- Podem-se sentar ali no sofá laranja. – Recomendou Gésica.

Ficaram sentados de frente para uma poltrona vermelha, que à primeira vista parecia mais confortável que a deles. Nela a bela curandeira sentou-se cruzando as pernas, claras e depiladas. Apesar dos seus quarenta anos, o seu ar juvenil fazia crer que tinha pouco mais de 20.

Os dois jovens por momentos ficaram em transe com a visão erótica da curandeira.
- Então meus meninos?! Parem de olhar para as minhas pernas e contem-me o que vos trouxe aqui. - Disse ela com a sua voz experiente mas erótica.

- … é complicado falar nisso, é uma questão de sexualidade indefinida, não é bem como na Grécia antiga... – Começou Sergay a divagar, ainda a recompor-se da visão erótica da quarentona.
- Na verdade, é que nós somos pessoas normais, heterossexuais, só que entre nós dois é diferente, quando estamos sozinhos transformamo-nos em... – Continuou Jójo, corado por ter reparado que ela não usava cuecas.
- Sinto que vossas visões eróticas a meu respeito continuam a crescer. Não sei se isso facilitará a observação do vosso problema... Mas o que aconteceu entre vocês afinal? - Interrompeu ela sentindo-se estranhamente observada.
- Tivemos um experiência homossexual dolorosa… nem nos treinos fico assim… - Corou Sergay ao contar a parte mais dolorosa – … mas isso é estranho porque estando aqui a contemplar a vossa beleza, parece que o meu colega não me diz nada. – Continuou ele num tom de malícia erótica. Olhando pelo infinito da coxa.
- Mas não estão sozinhos para puderes dizer isso com tanta certeza. Dispam-se no meu quarto e fiquem lá os dois. Quando achar oportuno aparecerei para fazer o diagnóstico. – Ordenou ela, levantando-se e mostrando-lhes onde ficava o quarto.

( Continua - Não percam o diagnóstico, porque eles também não)

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Alexia e Tutu - Apocalipse Tau (parte III)

O fugitivo contemplou o que se lhe deparava com a confiança de um louco que ele de facto era.. Algumas dezenas de GNRs dominavam inúmeros criminosos por entre um também grande número de cadáveres, no que parecia ter sido um violento palco de batalha. A sua tonalidade habitualmente pálida enrubesceu ao situar a visão chispante no seu objectivo, que distava cerca de 300 metros de distância.
- O dia do juízo final chegou para vocês!! – berrou, correndo pelo pátio disparando jactos da sua arma de Bromo no Ponto Crítico (TM, ou então não), abatendo todos os que lhe ousaram fazer frente até o ar ficar carregado de uma tonalidade laranja do líquido corrosivo - Agora nós – disse, libertando-se das suas roupas esfarrapadas, por baixo das quais se encontrava totalmente nu, usando apenas três coletes com uns frascos estranhos e o pénis pintado com as cores da bandeira da Índia.



Alexia hesitou durante um segundo, rodando de seguida sobre si própria. Com uma rapidez impressionante saltou alguns metros e trespassou por trás um incauto Drinho Ludemar, que lançou um lancinante uivo, de dor ou prazer indistinto.
- Ãããã, Alexia... não... – choramingou Tutu – o teu rabinho... que saudades...
Num único movimento a loura libertou a sua arma, limpou os cantos da sua cilíndrica boca e, numa dança mortal e exótica saltou, esventrando Careca Rapel (que aproveitou o seu último suspiro para fungar) e ferindo no rabo Bicha. Os seus olhos estavam como que mortos, ao contrário do seu traseiro que parecia querer saltar das suas protecções metálicas. Laura Tranco estava atónita no seu ar germânico habitualmente impassível, completamente apanhada de surpresa por aquilo que ela tinha pensado ser apenas mais uma tortura, ter sido afinal a transformação de um inimigo naquele ser híbrido louro e mortífero.
- Isso meu bébé, mata, mata em nome do teu pai! – delirava Fronhé, dançando em cima da sua secretária com um aquecedor na mão – Mata que o teu papá recompensa-te com o chupa que tu tanto gostas!! Ai, a minha espondilose! – queixou-se, agarrando-se ao ombro
Alexia rodou novamente e correu na direcção de Tranco, ameaçadora. Dentes de aço, ainda suja com o sangue de Arães rastejou como um animal e ferrou as suas presas afiadas com toda a violência na nádega metálica da loura. Na face do animal surgiu primeiro a surpresa, e depois a dor ao constatar que os seus perigosos dentes se estilhaçavam sem ferir o inimigo.
- Ah ah ah – riu-se Fronhé – Amálgama de titânio-paládio-einsténio-caril, a mais dura do universo, e também a mais bem cheirosa! Criação minha, evidente! Aiii! – ginchou, caindo da secretária
- Agora chega!! – gritou Cléo, chorosa e transtornada pelo ferimento de Arães – Podes estar mudada, mas continuas a mesma pega reles de sempre! Vou vingar-me e vencer-te, tal como fiz à Pega Ricardo!! – disse, silvando como uma serpente. As duas arqui-inimigas encontravam-se frente a frente, mais parecidas que nunca. Salvo as horrendas cicatrizes de Alexia e os seus óculos, poderiam ser facilmente confundidas. Cléo puxou do rabo de Jonas Bicha um mega-vibrador afiado, e correu na direcção de Alexia a uma velocidade ainda maior aquela a que perseguia os clientes em Monsanto. Tocada momentaneamente por algo superior ao seu ser, conseguiu acertar em Alexia e feri-la no rosto, adicionando-lhe mais uma feia marca.A contra-resposta foi brutal, e com um soco Cléo voou pela sala derrubando o Guarda Régio e o termo de Arata. O gigante enfureceu-se pelo seu almoço ter sido interrompido (o 11º, cabrito assado no forno), e investiu violentamente como um rinoceronte na direcção da loura metalizada, soltando arrotos semelhantes a bramidos. Esta desviou-se no último momento, fazendo com que o peludo lutador de sumo rebentasse a parede e se estatelasse no chão sete andares abaixo.
- Ahhhhhh – guinchou Fronhé, com a voz abafada – como pudeste..ugghhh
- Ããããã... Alexia – disse Tutu, chorando copiosa e raivosamente enquanto esganava o indiano, cujo pescoço tinha apertado por trás – Ãããã... para imediatamente ou parto-lhe o pescoço como a uma galinha!


(eu sei, eu sei, prometo que desta só continua mesmo mais uma vez... ou então o Benfica ainda perde o campeonato porra!!!)

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Domingo, Abril 10, 2005

Alexia e Tutu - Apocalipse Tau (parte II)

Os dois amigos dirigiam-se rapidamente para o exterior do edifício. O aviso tinha sido claro: GNRs tinham encontrado o esconderijo, e encontravam-se neste momento a atacar as imediações.
- Rápido Paulito, rápido – disse o mais alto – Temos de os impedir de chegar ao velho e à mulher!
- Calma Pintarola – respondeu o seu ofegante colega – A outra gaja chata que não para de aparecer na guarita tira-me o fôlego todo!! Mais vale 30 GNRs que ter de a aturar!!
- Quem te vai tirar o fôlego sou eu! – gritou um ser de olhos felinos, que passou pelos dois serviçais do Fronhé a correr, atingindo-os com um líquido escuro que começou a corroê-los instantânea e dolorosamente – É apenas Bromo no ponto crítico seus maricas! O vosso fim chegou, e em breve o dos outros! – berrou, saindo do edifício e deixando as duas massas de carne agora indistintas contorcendo-se no chão


O silêncio do gabinete era sepulcral. A traição de Tranco emudecera todos os presentes, especialmente S. P. Fronhé, que estava tão hirto como o seu cachimbo tombado.
- Como... como me pudeste trair? Tantos anos de sínteses comuns... – balbuciou o indiano
- Como vê todos os criminosos têm o seu destino traçado – disse Victor Gina – devia ter-se dedicado à gastronomia, a um qualquer restaurante Indiano, ou a vender flores na Baixa. Foi abandonado até pelos seus, sim porque...
- Cale-se seu polícia estúpido e gordo! – atirou Tranco sem pestanejar, à medida que das sombras surgiam Drinho Ludemar e uma personagem animalesca babada de dentes salientes – Pensa que o ajudei? Usei-o apenas para reunir aqui todos os meus inimigos, e vencê-los a todos! Se bem que ali a bisarma já se adiantou com a Raposa...
- Fui, fui... usado? – disse Gina, incrédulo – Não... não posso.. já não era usado desde que fui violado por aquela brasileira de 80 anos...
- Também tu? – disse Fronhé a Ludemar, endurecendo a voz – Também tu me trais, a quem eu tratei como uma filha... filho... qualquer coisa?
- É assim, estou farto do seu cheiro a caril logo pela manhã!! – retorquiu o afilhado de S.P., acariciando o cachecol – Estou a precisar de apanhar outros comboios, percebe?
- Oh santa, se querias comboios podias ter falado comigo!! – ginchou Jonas Bicha do canto da sala onde estava acocorado
- Chega!! – gritou a impassível Tranco, enquanto tirava da bata uma pistola de secagem reluzente – Chegou a hora!! Ludemar, Dentes de aço, ataquem!!
Com um súbito salto o animal avançou aleatóriamente em direcção a Cléo, de dentes alçados e escorrendo um fio de baba. No último momento Arães, num gesto de sacrifício para salvar a sua companheira saltou para a sua frente, sendo atingido de lado e ficando com o braço dilacerado. No outro lado da sala, Ludemar agarrou nos colarinhos do Guarda Régio e começou a esbofeteá-lo, enquanto Laura Tranco avançou ameaçadoramente com a sua arma em riste na direcção do indiano. Arata ergueu a vista, observando aparvalhado o reboliço e arrotando audívelmente, continuando de seguida calmamente a degustar o seu quinto almoço, Bacalhau à Zé do Pipo.
- Ah ah ah ah! – riu-se Fronhé, largando uma histérica e insana gargalhada, que imobilizou toda a gente – Nã nã nã, ainda não estou acabado, nada disso!! Alexia, meu anjo louro, vem, vinga o criador da tua nova vida!!
- Ããããã... Alexia! - disse Tutu, com os olhos cheios de lágrimas ao ouvir o nome da sua amante
Do tecto surgiu o vulto, completamente mudado, de Alexia.Várias partes do seu corpo desnudado estavam revestidas a metal, em particular as sexuais. O seu cabelo louro outrora comprido e lustroso, estava agora curto e baço rente à cabeça. A sua cara estava marcada por horríveis cicatrizes e bexigas, e a sua boca distorcida numa forma cilindrica, como que insinuando aquilo que a antiga Alexia tinha adorado praticar na sua anterior vida. A cara era ainda adornada com uns estranhos óculos de grossas lentes, que pareciam esconder outras funções além de melhorar a sua visão. O mais estranho era mesmo assim um objecto metálico vibratório e afiado que a loura trazia na mão. Noutros tempos um bastão desse calibre estaria já incrustado numa determinado parte do corpo da possuidora...

(continua, porque ainda falta a última parte da última parte)

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Quarta-feira, Abril 06, 2005

EEhhhh! Momento Diznei!

Dos autores de "Timon e Bufa", uma comédia familiar, para ler no aconchego do lar...

"KONAI E FODA"

Na pequena floresta da Congolândia, paraíso de "nosso amigo", abundava uma alegre fauna antropomórfica, pela sua capacidade de andar erecta :) e falar a língua dos homens (que a das mulheres já era domínio do povo das gralhas). E era erecto que andava o pequeno Konai, um digníssimo exemplar ursídeo, enquanto pensava em Foda, a sua companheira de espécie. "Que saudades da Foda!", pensava Konai, enquanto acariciava o seu pêlo castanho. "Quando chegar à toca, vou-lhe pedir para me soprar no pipo" pensou alegremente. "E com um pouco de mel, então..."
Estava tão embrenhado nos seus pensamentos de urso que nem reparou na rede que se estendia sob os seus pés (perdão, patas!). E quando viu a armadilha montada, já era tarde demais!
"Ah, ah, ah!" bradou o caçador barbudo, com camisa às riscas. "Finalmente apanhei um! E que exemplar lascivo!" observou, enquanto acariciava o cano da espingarda. "Sabes que não sei o que vale mais no mercado negro... o teu pêlo lustroso, ou o teu nabo..."
Era conhecida a crueldade dos humanos para com os pequenos animais daquele bosque. Além do óbvio interesse zoófilo (no sentido mais preverso do termo), os pobres bichos eram considerados ingredientes exóticos das mais mirabolantes poções sexuais. O pénis de urso castanho era um produto especialmente cobiçado...
Konai estava num transe de terror, enquanto olhava para a horrenda tesoura de peixe com que o caçador o ameaçava, quando de repente...
"Ao ataque!"
"Moooorte!"
"Ululululululuh!!"
Uma trupe de animais felpudos materializou-se na clareira, vinda das moitas em redor. Eram baixos e encapuçados, mas cada um trazia uma temível camisa-bomba.
De um momento para o outro, o cruel caçador viu-se cercado por ferozes peluches suicidas, cada um igualmente disposto a sacrificar a sua vida pela vida do maldito opressor.
"Ah, ah, ah! Com que então estes pintelhos querem brincar... Andam a ver filmes do Rambo quando deviam ficar a procriar na toca!" mofou o bicho-homem.
"Era o que eu ia fazer..." começou por dizer Konai, a custo, quando um berro estridente lhe cortou a fala. Um dos pequenos soldados, um esquilo com face-camouflage de comando, atirou-se às virilhas do invasor. "Espera-me o céu e 70 réplicas da Jessica Rabbit!" teve tempo de dizer, enquanto puxava a cavilha dos explosivos...
>>PUM!!<< A explosão cartoonesca atirou com todos para trás e libertou Konai da rede que o prendia. Quando se levantou, meio azamboado, é que viu que o caçador ainda estava de pé... mas com um buraco fumegante onde antes tinha o... o...
A repugnante visão fez Konai desviar o olhar.
"OOoohhhgg" balbuciu o mutilado, demente. Em seguida, meteu na boca o cano da espingarda e premiu o gatilho, espalhando bocados de mioleira cor-de-rosa pela vegetação em redor. O contraste da clorofila contribuia para o look "new age".
"Iupiii, conseguimos!"
"Mickey seja louvado!"
A pandilha regojizava, um pequeno mangusto animava um Konai abananado. "Então, pá? Salvámos-te mais do que a vida, meu! Salvamos-te a descendência!"
Konai apertou-lhe a pata, agradecido. "Obrigado, irmão. Quem sois? Não vos conheço."
"Fazemos parte da recém-criada Brigada dos Mártires de Porky Pig!" exclamou o pequeno mangusto.
Konai abanou a cabeça e sentou-se no chão.
"Mas tu tás ganzado ou quê?"
Os restantes membros olharam-no, furiosos, enquanto o mangusto, contendo a raiva, lhe explicou: "Vai fazer um ano que Porky Pig, o Toucinho Valente, deu a vida para nos libertar dos opressores símios..." "- Símios, não!" interrompeu um irado mico. "Não quero cá ser confundido com essa corja!"
"Pronto, tá bem... Humanos... >ptui!<" cuspiu para o chão, e o gesto foi repetido por todos.
"Como dizia, no dia em que Porky Pig se fez ir pelos ares em bacon, foi dado o mote para todos os animais se juntarem à resistência!"
"Resistência!"
"Resistência!"
Konai levantou-se, já tinha ouvido demais.
"Pois é pessoal, agradeço-vos muito mas..."
"Sim?", inquiriram, com os olhos muito grandes e brilhantes como só um desenho animado pode ter.
"Mas acho que deviam ir todos pó caralho!"
E começou a correr.

(Não percam o próximo episódio, amiguitos! Timon e Bufa no Harém de Jaffar! Conseguirá Aladino salvar a princesa? Ou terá de passar o resto da vida a puxar o lustro à lâmpada do Génio? Não percam...)

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Terça-feira, Abril 05, 2005

Sissi, Oh Si - Libertação

Ganryubigu olhou para as milhas de areia infinita, indistinguível e insondável que tinha pela frente.
Andava a custo, entorpecido pela fome, pela sede e pela fadiga. Cofiou a longa barba que já lhe dava pelos joelhos e pensou: "hum, pelo tamanho, já se passaram 5 anos desde que aqui estou..."
"5 anos? Foda-se!"
Pois é, caro leitor, eu também me descontrolaria verbalmente se me desse conta de estar preso num deserto imaginário sem fim, em busca duma saida que não existe...
Finalmente, Ganryubigu cedeu ao cansaço e ao desespero e deixou-se cair numa duna. "Ah, se eu tivesse uma Sagres Boémia (R)..."
Lambeu os beiços ressequidos, e tal lembrou-o de Sissi. "Sissi..." murmurou, sentindo uma onda de recordações subir do inconsciente como uma vaga gigantesca, prestes a varrer um areal cheio de turistas...
Levantou-se, hirto, e bradou:
"-NÃO! Não cederei à ilusão! Resistir é venceeer!!!" (mais ou menos assim, mas sem perdigotos, que o rapaz estava sequinho, coitadinho)
Imediatamente uniu dois dedos com os quais começou a estimular a sua próstata.
"Assim, conseguirei recuperar o domínio supramental e escapar ao limbo!" pensou. E se bem pensou, melhor o fez!
"Está quase..." a realidade ondulava à sua volta, a areia fundia-se com o céu numa orgia líquida, uma erecção protuberava de si.
O nabo cresceu até chegar às proporções de um totem, que começou a faíscar até dele sair um jacto cegante de energia branca (chamemos-lhe assim). O mundo que rodeava o nosso herói fundiu-se, os alicerces da sua prisão derrubados, para Ganryubigu conseguir, finalmente, ver onde estava.

Estava, de calças pelos tornozelos, a gaita pingona de fora e os dedos no cu, em frente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

(não percam o próximo episódio, meus amiguitos!!!!11111 UUÁUUUU!!!1111)

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Sábado, Abril 02, 2005

Nalgatorius, o Erectus (IV) - FINAL

Enquanto a língua trabalhadora penetrava profundamente os grandes lábios ficavam mais avermelhados, a dilatação vaginal atingiu os 3 centímetros de raio, e os gemidos dela faziam vibrar as janelas.

Erectus com aquela visão cavernosa sentiu que era o momento de passar ao próximo passo. Segurou no seu pénis e cuidadosamente colocou junto aos dois grandes lábios, agarrou as duas pernas de Afrodite, ergueu-as esticandos-as no ar, à altura de seu rosto. Massajou o clítoris da sua parceira como seu material, enquanto esticava a pele da sua glande para baixo, depois com cuidado inseriu-o dentro da vagina... e entrou TODO. Afrodite deu um berro de extrema satisfação enquanto ele a penetrava com mais intensidade e rapidez. Ela ficou possuída de prazer, fazendo vibrar todas as superfícies dentro e periféricas à sala. Ele porém mantinha-se sereno com um ar de satisfação angelical, silencioso.

Depois de tanta penetração ele mudou de posição deitando-se de costas em cima da mesa, e colocando em cima de si Afrodite, esta que encostou todo seu tronco quente e soado em cima dele. A primeira entrada foi auxiliada pela mão de Nalgatorius mas a partir desse momento foi ela que controlou toda a situação, fazendo descair e subir seu corpo sobre o dele, enquanto os dois órgãos sexuais aumentavam a superfície de contacto entre ambos. Ela estava mais calma, toda aquela excitação tinha-se tornado mais angelical também. Afrodite subiu seu tronco, perpendicular ao parceiro e recomeçou a cavalgar com mais intensidade, fazendo-se notar as primeiras impressões de descontrolo nele. Ela sentindo a exteriorização do prazer em Erectus acelerou as penetrações reiniciando os gemidos de prazer, num duelo erótico que fazia vibrar todo o edifício. As pulsações ultra rápidas no orgasmo simultâneo dos dois jovens fez tremer todo o andar.

- Nalgatorius! Acorda!!! – Berrou a professora de ciências da Natureza.

- Afroditeeee! AHHHHHHH?! – Acorda ele completamente perdido da realidade.

- Nalgatorius! Vai já para a rua. Não se dorme numa sala de aulas e muito menos se fazem dessas coisas! – Dirigiu-se a professora a ele enquanto abria a porta da sala.

- Não se faz o quê…?!

Quando este olhou para baixo tinha as mãos a agarrar o pénis e a camisola estava suja de um líquido branco. Tinha ainda a turma toda a olhar para ele e a troçarem-no. Todos gritavam com ar de gozo por “Erectus”, tendo sido a partir desse dia que ficou a alcunha.

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