Sábado, Dezembro 25, 2004

Conto de Natau

Natal... época de alegria, fraternidade, solidariedade e esperança. E quem melhor simboliza esta altura do ano que um determinado velhinho bonacheirão, amigo das crianças, bondoso e paciente...
- Fodasse, mais depressa renas do caralho! – praguejou o Pai Natal do alto do seu trenó voador supersónico que cruzava os céus
- Olha a lata do velho – disse a rena Segóvia, escarnecendo – passa horas a emborcar aguardente na tasca e agora é que está preocupado com as horas!!!
- Com um hálito daqueles acorda os putos todos e ainda acaba por vomitar as lareiras! - gargalhou a rena Unheta por entre o tilintar dos guizos, acelerando mais o trenó - Cá para mim já vê duas e três chaminés em vez de uma!
- Calem-se e andem suas tartarugas com cornos! – gritou o velho, tresandando a álcool – Já andei mais longe de vos trocar por uns huskys foleiros! Até já falei com a Mãe Natal!!
- Tem piada referir cornos e Mãe Natal na mesma frase – continuou Segóvia – especialmente depois das festas que costumam haver lá na Lapónia com aqueles seus ajudantes de chapéus longos e pontiagudos... O Inverno é tão frio, e você nunca está, até a percebo...
- Tá calada minha besta! – gritou raivoso o Pai Natal – Vou-vos assar às duas quando chegarmos, e a vossa cabeça vai servir de troféu por cima da lareira!!!
- Segundo consta essas devem ser mesmo as únicas cabeças que consegues levantar! – as duas renas riram-se tanto que o trenó começou a oscilar
- Estão fodidas meus montes de esterco!! – disse raivoso o Pai Natal enquanto puxava do saco de prendas uma pistola do Homem Aranha® carregada – Comam isto!!
Num ápice as duas renas ficaram cravejadas de projécteis com ventosas nas suas partes reprodutórias pouco protegidas, enquanto o velho em pé no assento se ria vitorioso. As duas renas, gemendo de dor, aceleraram e guinaram descontroladas, fazendo com que o Pai Natal se desequilibrasse e caísse no vazio...


Duas Horas depois, Belém
- Preciso de uma ambulância depressa! – disse o polícia pelo rádio – Está um velho bêbado vestido de Pai Natal caído em cima da árvore de Natal gigante!! Isto só a mim!!
- Só a ti?? – respondeu outra voz vinda do rádio – Se calhar preferias tentar apanhar duas renas loucas que estão à solta em Cacilhas saídas sabe-se lá donde?

Domingo, Dezembro 19, 2004

Alexia e Tutu - Os prisioneiros

Um leve balancear fazia com que o rabo de Alexia adquirisse também um estranho ritmo, o que acabou por despertar a loura:
- Agora não Tutu, dói-me a cabeça – reclamou, abrindo os olhos ainda vagamente ensonada, constatando com surpresa por entre as suas pálpebras entreabertas que se encontrava num barco, e amarrada. Quem abanava o seu empinado traseiro não era (desta vez) o seu companheiro, mas sim o movimento cadenciado do que lhe parecia ser um cacilheiro velho e ferrugento. “O gás... fomos apanhados pela Lana Raposa! Que estúpidos!” pensou Alexia observando os outros três vultos “Estamos aqui os quatro amarrados por causa daquela pega Cléo!” . Durante alguns momentos Alexia tentou em vão libertar-se tentando fazer uso de tanta prática de algemas, até que, extenuada, se deixou dormir mais uma vez.

Quando acordou novamente estava a ser transportada em ombros por Paulito e Pintarola na direcção de um edifício branco com vários andares e geometria estranha.
- Para onde me levam? – perguntou assustada a loura aos seus captores.
- Pouco barulho sua puta! – ordenou Paulito – Por agora vais fazer companhia aos teus amigos, e mais tarde o patrão vai tratar de ti! Vais ter o prazer de provar o seu cachimbo aromático - acrescentou, sorrindo – E como ele gosta de meninas com ar de porca!
- E vocês... não gostam também? – disse Alexia aos dois, fazendo uma tentativa desesperada – Nem sabem as maravilhas que a minha boca era capaz de fazer às vossas cabeças de camarão...
- Nem quero saber sua loura nojenta! Essa língua não chega para mim, tenho muito melhor... e maior! – cuspiu Paulito, acabando com as poucas esperanças da informadora.

Entraram os três no edifício e seguiram por um labiríntico conjunto de corredores cujo tecto era composto por canalizações de vários feitios e tamanhos. Depois de algum tempo chegaram a uma sala sombria para onde Alexia foi atirada, e logo a porta metálica se fechou após a saída de Paulito e Pintarola. Da quase total escuridão surgiu uma voz:
- Ããã Alexia, estás bem? – perguntou um Tutu audivelmente abalado
- Estou Tutu... apenas um pouco dorida. Sinto-me como aquela vez em que chegou o um lote de aríetes de arrombamento à esquadra... não consegui sentar-me durante um mês! – queixou-se a loura
- Ainda hoje não consegues seu túnel de metro por fechar! – atirou uma voz feminina da escuridão
- Cléo, sua vacarrona nojenta! – espumou Alexia – antes isso que fazer desaparecer com o rabo as bocas de incêndio de Lisboa inteira!!
- Vá meninas, já chega – apaziguou Arães no seu sotaque nortenho característico – Não comecem, foi por isso mesmo que fomos apanhados! Tentem dar tréguas uma à outra durante uns tempos...
- Mas quem consegue resistir a escarrar naquela vadia? Não tenho culpa... – lamentou-se Cléo

A troca de insultos foi interrompida pela entrada de uma figura feminina de óculos, ruiva e meia idade na sala que lhes servia de prisão. Trazia consigo um carrinho cheio de comida, e vinha armada com seringas carregadas de um gás misterioso.
- Ãããã quem é você? - perguntou Tutu com um ar esfomeado, mais pelas pernas da mulher que pela comida
- Não interessa muito quem sou, mas se querem mesmo saber chamo-me Laura Tranco- esclareceu a ruiva - Trabalho para o Fronhé e sou responsável por vocês os cinco, pelo menos até ele resolver o que fazer.
- Cinco? Mas nós somos só... – calou-se Alexia quando reparou que a um canto da cela improvisada estava realmente um rapaz de barba rala e tez algo pálida com as roupas em farrapos. – Pobre coitado... quem é?
- Um agente de uma esquadra qualquer em Sintra que nos seguia – esclareceu Laura Tranco – Foi torturado nos laboratórios com botijas de azoto e atirado para aqui antes de vocês chegarem. Mas chega de conversa fiada. Aproveitem o tempo que vos resta e comam uma última refeição, ou se preferirem, uns aos outros – riu-se, fechando a porta - venho buscar-vos daqui a bocado!

Alexia e Tutu preferiram chegar-se perto do rapaz, enquanto Cléo parecia seguir a sugestão de Tranco e atirar-se de boca escancarada pronta a dilacerar o sexo de Arães.
- Olha o que nos espera Tutu... ser torturados até não passarmos de figuras retorcidas... – choramingou a loura - não será melhor cavalgares-me o rabinho uma última vez?
- Ãããã... Alexia, ele está a tentar dizer qualquer coisa – disse o companheiro da loura
- Aquele... aquele indiano oleoso... – murmurou o agente moribundo, com os seus olhos verdes brilhando – vou fugir daqui... vou vingar-me!!
- Poupa as tuas forças pobre diabo – tentou consolá-lo Alexia, massageando as suas partes baixas – não há maneira de escapar...
- Eu... eu sei como... – confessou, surgindo-lhe um sorriso de prazer no seu rosto marcado – sei como podemos... escapar!! Pelas.. pelas canalizações!!
- Tutu, esquece a cavalgada!! – disse Alexia notando pela primeira vez o tamanho absurdamente grande das canalizações que também estavam presentes no tecto da sala - Tratas do meu rabo mais tarde, vamos fugir daqui!!


(continua)

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Sexta-feira, Dezembro 10, 2004

Sonhos galgados

Terminava mais um dia de árdua labuta... rolhava os últimos frascos e verificava se tinha fechado todas as luzes do anexo. Examinou longamente as torneiras, e coçou rapidamente o seu orgão plastificado cansado de tanta erecção provocada pelo chorrilho de gajas que teimava em passar no corredor. Pousou a caneta que continha ainda um pouco daquela substância gelatinosa que tinha extraido á pouco do sistem reprodutor de um sapo e que ia ser a chave daquele novo e empolgante trabalho de pesquisa ciêntifica.
Sorriu uma última vez olhando para trás e fechou a porta, sem a trancar... o segurança da companhia trataria disso depois.
Começou a dar passos no corredor deserto... "hum fez-se tarde..." - pensou - "já nem sequer os serviços de limpeza cá estão..."
Foi quando tudo aconteceu, um grito lancinante estoirou com seus ouvidos. " Que merda foi esta?"
E assim foi.. de rompante ela aparece após uma longa queda livre do tecto...

-"Mas quem és tu???????"
-"Desculpa... eu, eu... estou galgada"
Ele suspirou longamente, e com um sorriso respondeu...
- "Lamento mas o meu contrato de trabalho obrigava-me à castração..."

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Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

Sonhos Feromonados

Há já muito que Maria Inés tinha desaparecido de sua quinta, no entanto em seu laboratório tinha ficado algo muito cobiçado, um líquido, um verdadeiro rei do sexo universal.

Sabendo disso sua empregada, Jesquina Delgada, dirigiu-se ao laboratório procurando por todo lado, debaixo da bancada, enquanto era penetrada violentamente pelo seu namorado, o domador de cavalos selvagens, Cheval Garanhão. Um nome que já vinha de família de seu pai. Ela continuava na sua busca dentro da Hote enquanto Cheval pipetava rigorosamente seu produto no útero de Jesquina, enfiando-lhe um balão volumétrico (1L) de vaselina no ânus. Ela gemia silenciosamente tentando não se distrair com a perversidade dele.

Em cima da bancada ela bisbilhotava pelo meio de todos os frascos de reagentes sentindo uma nova vaga, era atacada por detrás, Garanhão libertava uma quantidade de amido no vale do rego para obter um pouco mais de energia no material. Enquanto ele dava à bomba, um barulho tipo fritadeira soltava-se no ar, por momentos sentiu que se estava a fazer vácuo e foi então que o seu conteúdo seminal cristalizou-se na ponta do seu cold-finger. No meio de gemidos gélidos e penetrações dolorosas Delgada encontrou o frasco que tanto procurava, bebendo um gole logo de seguida. Ao mesmo tempo que Garanhão lhe fazia um minete Tornado com a língua rodando a 7200 rpm, sentiu-se mais realizada com o líquido ingerido, virou-se e disse:

- Olha lá já podes abrandar a tempestade…Sou lésbica! Agora diverte-te com a mão direita!

Ele responde com o seu ar selvagem e badalhoco:

- Estás assustada? E eu sou trans-sexual, e esse frasco só tem o meu antigo muco vaginal!

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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

Sonhos esbranquiçados

“É apenas mais uma madrugada” – pensou ele enquanto baixava com violência o rolo de madeira sobre a massa tenra e se virava. O seu gorro outrora branco estava amarelo e manchado, revelando às mentes mais perspicazes as práticas habituais a que o seu dono se dedicava. Dirigindo-se à despensa disse para o vulto junto à janela: “Foi nojento, cozinhas mal como a merda. Pôe-te lá fora. ” e coçou o rabo com uma haste da batedeira.

Tinha sido só mais um souflê de ananás com abacate, mais uma sobremesa que prometia ser requintada, mas que tinha acabado por dar numa banal mousse de pacote. Era triste. O seu vício secreto de se deliciar com a comida preparada por roliças cozinheiras estava a tornar-se perigoso, sobretudo para o seu fino palato.

Ainda se lembrava de como a tinha seduzido em frente ao salão paroquial. Reparou nela primeiro pelos seus fartos seios, depois pelo Pantagruel que trazia debaixo de um dos braços. Estava com mais 3 amigas, numa reunião de alunas de cursos de cozinha por correspondência, como agora estava na moda. A sua camisola suja de chocolate foi o toque que fez com avançasse.

Simulou passar casualmente pelo grupo de amigas, e subtilmente fingiu tropeçar e esbarrar com a massa imponente que era o seu alvo, um autêntico bisonte americano. Desculpas trocadas e um dedo de conversa chegou para irem beber um café na esquina. Ele padeiro e cozinheiro nas horas vagas, ela cozinheira na tasca da Dona Josefa, e o desejo entre ambos cresceu mais rápido que claras em castelo a serem batidas. Saíram e dirigiram-se para a padaria onde ele trabalhava na sua carrinha de distribuição do pão.

Enquanto ele guiava para o seu destino, ela começou a descrever as suas últimas habilidades culinárias, enquanto se esfregava com os éclairs recheados que se encontravam no banco traseiro. Ele delirou e tentou lamber o creme de um dos pés da sua cozinheira recém seduzida, quase perdendo o controlo da viatura à medida que os tabuleiros de croissants caíam na parte detrás da carrinha.

Chegaram à padaria tão ansiosos como lambuzados, e enquanto ele vestia a sua farda ela ia-lhe colocando o gorro e manuseando os instrumentos culinários que tinha à mão. Teve estertores de prazer enquanto ela batia e batia, fazendo crescer cada vez mais o sucedâneo de ananás, apenas vestida com um avental que mal cobria a sua nudez de vénus de milo, ou pelo menos as suas dobras de gordura abundantes. Num ambiente de transe simultâneo ele devorou o souflê que ela preparou, enquanto ele a estimulava com o ralador de queijo que usava para dar o toque final à sua carbonara. A orgia culinária repetiu-se vezes e vezes sem conta, acabando as iguarias por parecerem cada vez mais rotineiras e simples. Estava cheio, e só lhe apetecia vomitar.

Lembrou-se onde estava ao olhar para o boião gigantesco do fermento. “Ver se a outra já se foi para continuar a tratar da massa dos brioches.” Pensou, enquanto saía da pequena divisória, descobrindo a cozinheira já vestida mas a comer um prato de sonhos recheados que ele tinha preparado na noite anterior. “Já te disse para saíres minha Filipa Vacondeus de cantina universitária!” insultou, esperando que ela se fosse rapidamente embora. Largou os sonhos, levantou-se movendo os seus 140 kilos de gordura natural e dirigiu a palavra ao padeiro

-“Mijei no souflé... diverte-te”- disse sorrindo

Ele olhou para ela, sorriu ironicamente abanando a cabeça e, condescendente, atirou:

-“ De onde pensas que o recheio branco e leitoso dos sonhos que estás a comer vem? Engasga-te!”

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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Sonhos batidos

Ele apreciava a visão privilegiada que tinha do gostoso decote da pêga, enquanto esta lhe sacava uma punheta.
"- Mais depressa, mais depressa, mai... UUGHGHHHAAHHH!!" entra ele a vir-se.

"- Ó estimaaado clienteee" - disse a cabra, em jeito de revista, limpando a mão - "não se esqueça do combinado, táá?"

O homem (feio, baixo e encurvado), enquanto fingia que abotoava a braguilha,
sacou duma ponta-e-mola ferrugenta e abriu-lhe o bucho, da crica à gargantinha.

"- Ia lá gastar 5 éros com uma puta da tua laia" - cuspiu o velho, enquanto se dirigiu, cambaleante, para a janela do terceiro andar, donde se atirou, de braços (asas?) abertos para o meio da rua.

"-Já acabaste a estória, Papá?"
"-Já, filho!"
"-ENTÃO VEM CÁ RIPAR!!!"

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