Terça-feira, Novembro 10, 2009

20 Ânus

20 anûs por detrás, na cidade de Berlim
Ninguém parava de guinchar, fazia-se grande pasquim

20 anûs por detrás, na Berlim Ocidental
Abraçava Woody Allen incontinente, a sua filha Oriental
20 anûs por detrás, na unida Alemanha
Aprendiam a perder a guerra, entrefolhos colados com nhanha

Em Novembro de 1989 em Portugal,
Havia um gabinete, a tantos igual.

Para uma aluna decadente,
Olhava o Arquitecto maravilhado.
Porque a realidade, agora de frente,
Não tardava a inverter na ponta do nabo.


Mudança de cassete...


3 palavras... a desgraça de uma vida!
Imortal frase repetida, a do professor cheio de cagança
E nessa fita, protagonizada por sua lança,
Encava nova debutante bem fodida.

O rumor cresceu, perdida a esperança
de abafar o escândalo da sodomia...
Exmo. Arquitecto, com bonomia
com os seus colhões se gaba da destemperança

Mas sem tardança
os cus regressam e de um jorro
o afogam em fecal tsunami de anal vingança!

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Domingo, Novembro 08, 2009

Suissinha-me (dedicado a Steïn, esse peido-romântico)

Suissinha-me

Traição
e todas as marcas me deprimem
e todos os L. caseis me fazem gases
Traição
meu corpo em frisson ao abrir a porta do frigorífico
a colher escavando no escuro da noite

Nunca terei uma pila maior
Nunca terei um mercedes cabriolet
Mas sei que continuarei a correr para a
secção dos lacticínios
Quero fugir do batido
Quero fugir da sobremesa láctea
Suissinha-me!
*SLURP*

Mas continuarei aqui
agarrado ao Pâturages extra cremoso
Sou aquele que vês
com os cantos da boca sempre brancos...
Traição... (sou uma puta barata, vendo-me por uma embalagem de 500ml)

Meu caminho está no levantar da tampinha
Minha vida é um pack de quatro na minha mão
Deixa-me lamber a colherinha

Suissinha-me!
(Ou então, prontos... contento-me com um Yoko!)

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Não me olhes assado!

Não me olhes assado…


...dou-te uma chapada que te viro de lado.


Quando os raios de sol, filtrados pelo nevoeiro matinal, entram pela janela do quarto a acariciarem o meu despertar…


... é quando me abocanhas o nabo entesoado.


Faço zapping, instinto zombi, enquanto os recibos do mês passado voam na brisa do meu flato, para se acumularem num acolchoado tapete ruivo…


...onde a seguir te monto à canzana, até ficarmos com os joelhos queimados.


Os teus enormes olhos negros presos em mim…


..."tásolharpaonde?"




- Porque me olhas assim, caralho?
- Assim como, foda-se?
- Como se esperasses algo de mim!
- Yah, 20 euros pa ir ao Colombo.


Afasto-me, em direcção à janela… A respiração forte e irregular, a minha mão que treme como se fosse exterior a mim o desejo de te partir a cara… Tu apunhalas-me pelas costas, a lâmina desliza por baixo das minhas costelas, provocando um início de hemorragia fatal, para se quedar na minha omoplata… Umas quantas lágrimas humedecem-me o olhar…


Viro-me, cotovelo em riste, e és projectada contra a parede branca do quarto… O nevoeiro da manhã dá lugar a uma névoa escarlate; quebrei-te a cana do nariz, osso versus cartilagem adivinha quem ganhou, poisé, bebé...


Mas a névoa acompanha a cascata, e algo escorre pelo meu flanco (sumo de romã? ideia parva), formando agora uma pequena mancha vermelha no chão branco do nosso quarto.


Afasto-me mais um pouco, num gesto de vergonha, vergonha por ter baixado os meus padrões com uma puta tão reles como tu, a minha mãe é que sabia, só fui contigo pra chatear a velha…
A minha mão esquerda continua a tremer demasiado, tou a ficar com Parkinson, comó Michael J. Fox…


Giro-me em direcção a ti, rodopio shaolin no ar… Verifico quão eficaz é um pontapé na boca quando aplicado com uma bota de biqueira de aço...
Dentes voam como grãos de milho duma maçaroca.


- Não me olhes assim!
- Fuquê? (o tal problema dos dentes)
- Porque me enlouqueces! (novo roundhouse na caixa córnea)


A naifa solta-se da tua mão e flutua, estranhamente, em câmara lenta até ao chão… Onde se instala no peito do teu pé. Uma sacudidela envia a arma voando até à minha garganta. Que artístico! Especialmente porque me acertas em cheio numa carótida.


Algumas gotas de sumo, perdão, de sangue (outra vez a merda da romã...) voaram até às tuas pernas brancas! Ajoelho-me diante de ti e bebo o teu doce sangue, enquanto me desvio das tuas joelhadas. A mancha vermelha do chão continua a alastrar-se, talvez por estar a golfar combustível de duas artérias... Discirno, claramente, que estou fodido.
Começam a formar-se assim como um túnel à volta de mim, estou a entrar em slow-motion...


- Não me olhes assim... (tento dizer, extraindo a faca do meu pescoço.)
- AAaghh! (ela acabou de levar uma facada, só pra saberem.)
- Porque me aleijas! (digo-o sem palavras, nova facada. E mais outra. E outra.)


Moves-te em direcção à cama, começas por desfazê-la como se desmontasses o cenário do nosso pequeno Teatro dos Horrores… Os lençóis encardidos passam a ser outra coisa, uma pasta vermelha, até que tornam o quarto assim mais que... vivo, tásaver?
Enquanto me deito em cima de ti, quase exangue, percebo que...
...não percebo nada. Não consigo lembrar-me de nenhuma metáfora estúpida entre amantes, sangue, e a merda da tal romã...


- Não me olhes assim!
- Porquê?
- Porque me tás morta!


E está, de facto. Os olhos vítreos de cabrito imolado não deixam margem pra dúvidas.
Entretanto eu estou mais pálido que o cu do Billy Idol, e chateia-me a hipótese de, a haver um Inferno, o vou passar com aquela vaca...


E eu, que esta manhã só queria sair à rua pra mamar uma jola e fazer um totoloto...


E eu, que esta manhã só queria que te fosses foder!


Tásolharpaonde?

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Os "Trans"

Passam limusinas do Concelho de Estado
Passam táxis com rebarbados
Passam pessoas com ar enojado
Espera-se e espera-se enquanto se é enrabado/a
Aí vem o próximo freguês
Passam pessoas
Passam droga
Passam os "trans"
Os que não anseiam pelo fim do mês

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Sábado, Agosto 15, 2009

Canzana na Praia - (Adaptado do Original "Azar na praia")

Esfreganhar-nos na praia, fomos tu e eu
Mas que glande boa me apareceu:

A minha coninha, o penis teu

Quando a moitinha toda estremeceu.
Muito arranhados saímos dali
Eu todo nu, tu assim, assim.
Não tinha dinheiro, carro também não
Viramos a ré, e fizemos serão.

(E ela, coitadinha, muito aflitinha gritava assim: )

Aiiii, fode-me a peida, fode-me a peida!?
Fode-me a peida e vem-te para fora!?
Com os pelinhos todas à mostra
E a merdinha quase de fora…

Muito acastanhados saímos dali
Eu todo nu, tu assim, assim.
Não tinha dinheiro, carro também não
Viramos a ré, e fizemos serão.

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Quarta-feira, Maio 06, 2009

Atirei o Pau à Macho

Atirei o Pau à Macho,
mas o Macho, não se rendeu,
Dona Crica, desesperou-se
Com o gemido, com o gemido
Que o macho deu, Uaaauuu.
Ao penetrá-la com o Zé,
virou-se à mula, "de marcha ré",
Ou ela geme, ou ela grita,
ou vem-se agora, mula maldita.

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Domingo, Dezembro 07, 2008

Peido

Peido,
mas meus peidos são estoiros.
São peidos,
só para não lhes chamar traques.
São ventosidades,
que não encontravam a liberdade.
Em ouvi-los,
são estoiros meus traques.

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Quarta-feira, Novembro 26, 2008

Encravado

Encravado,
tenho alguns pelos encravados.
Estão entalados,
não os arranco nem com um escalpelo.
Estão avermelhados,
a minha pele expande-se de dor.
Estão encravados,
já não sei o que lhes hei-de pôr!

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Terça-feira, Novembro 25, 2008

Pontos

Ponto,
mas meus pontos são negros.
São pontos,
só para não lhes chamar vulcões.
São medonhos,
que não encontram clerasil.
Em espremê-los,
são negros meus vulcões.

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Sexta-feira, Outubro 10, 2008

Esticando pela noite FóR(i)a (para rimar com memória)

Sinto o húmido aviso...
Espesso e leitoso.
Sinto-o quente, explosivo...
Suave e cremoso!

Áspero, bem rugoso...
Badalhoco e grandito.
Enrubesce no desgosto...
De se entusiasmar sem pito.

Playboy na lembrança...
Uma revista fenomenal!
Numa gaita sem esperança,
A punheta é imortal!

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Sábado, Setembro 27, 2008

Soneto (playgay HardSoft)

Tem trens e maquinistas,
Tem gajos e maricas,
Tem putas e punhetistas,
E também tem muitas lésbicas !

Tem fodas e fodidos
Uns activos... Outros passivos...
Já se ouvem os gemidos,
Mas não há orgasmos acumulativos!

A PENAL tinha o poder,
Essa badalhoca sentimental!
Que mete o sete no cu a tremer!

Sai de lá num bacanal
Vem-se a lamber o colhão!
Mas o que ela quer é o vosso nabão...

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Sexta-feira, Setembro 26, 2008

Soneto (plágio Soft)

Não tem palavrões nem plágio,

Não tem gays nem badalhocas,

Não me parece grande adágio,

Nem augura cambalhotas…

 

Não tem deboche nem devassidão:

Nem activa… Nem passiva…

Já sei que me penteio em vão,

Não estará nenhuma cabra lasciva… 

 

D’A P.E.N.A. tinha de ser,

Esta festa tão brejeira!

Nem um bacanal sabem fazer!

 

Traz de lá uma mangueira,

Venham juntar-se ao alvoroço!

Não se esqueçam do caroço…

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Soneto (plágio Hardcore)

Não tem putas nem mamadas,

Não tem gays nem maricões,

Não me parecem muito animadas,

Estas festas dos colhões…

 

Não tem orgia nem bacanal:

É tudo “politicamento correcto!”

Já pegavam no Dildo Original

Para alguém enfiar no recto…

 

Dá pena, sim senhor!

Esta festa tão santinha,

É o que faz tanto pudor…

 

Traz de lá uma putinha,

Venham unir-se ao rebuliço!

Não se esqueçam do piço…

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Domingo, Agosto 31, 2008

A Cintura

No calor do anoitecer
Já com vontade de ir dormir,
Abanas-me a cintura,
Montada, como uma profissional
[Deixa estar que não sou novata…

Um arfar intenso e constante
Que me faz fechar os olhos
Rugidos audíveis no prédio todo
Que liberto enquanto trabalhas
[Não te vás embora agora…

Monta-me na cintura
Enquanto te aperto as mamas
Esquece a lembrancinha
A noite ainda agora começou
[Continua, minha vaca…

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Sexta-feira, Agosto 08, 2008

O Peido (descrição de 4 segundos flatulentos)

Som....
Um peido disparado.
Ritmo...
Um estrondo anunciado.

Solo...
Prenuncio de cagalhão.
Voz...
- Ai que sensação!!!!!!.

Música...
Num peido espiritual.
Refrão...
Monocórdico e brutal!

Sinfonia...
Já quase rebentei os ouvidos.
Harmonia...
Cheiro e perco os sentidos!

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Terça-feira, Agosto 05, 2008

Lamento - plagiar-te à bruta

Peido-me no vazio que há na minha alma… Nesta noite quente em que o Caviar me entalou as tripas…

Lamento desiludir-te, mas não como Cerelac… Não tenho, ao contrário dele, jeito com o púcaro e muito menos com a água quente…

Sou apenas miúdo… Este miúdo, com um pouco de adolescente, outro tanto de punheteiro e nada de poeta… A única poesia em mim existe no teu decote, no teu rabo, nas tuas mamas… No teu corpo salto ao vento coberto pelo meu pénis erecto! O teu sorriso não é mais que uma forma na tua cara! Eu, venho-me perfeito… Assim como me venho na ondulação do teu ventre…

Lamento desiludir-te, mas não sou Gay… Não tenho, ao contrário deles, uma beleza irrepreensível e muito menos guardo em mim o segredo da eterna juventude anal…

Sou apenas este que te insulta com ternura… Possuo em mim apenas a vontade… O desejo de ser livre como o vento… De ir contigo… De Ser contigo… De deixar este garfo e este copo de uma qualquer bebida fermentada, e atirá-lo a ti! Ir até onde Ares nos roube as roupas… Onde faça tanto calor e o possa ouvir espancar-te de emoção por entre a ondulação do mar…

Lamento desiludir-te, mas não sou o Romeno… Não sou, ao contrário deles, puro trabalhador, e muito menos seria capaz de pedir dinheiro…

Sou apenas alguém, que por um golpe de sorte ou azar se apoderou de ti naquela praia! Sou apenas este alguém, que um dia te transportou em baldes, aos quilos! Ainda recordo o sabor da argamassa, mas já não sinto o cheiro da tinta de celulose…

Lamento desiludir-te, mas não sou Hetero… Não sou, ao contrário deles, filho de um homem e de outro homem à Força…

Sou apenas mais um no meio da multidão… Certamente vês em mim o nada que sou…
Sou apenas filho das hormonas que cobriram a indecisão e que um dia quis ser O Homem grávido… A minha única tarefa é esperar pelo próximo carro e tentar cobrar um pouco mais…

Lamento desiludir-te, mas não sou como o Albaran… Não tenho, ao contrário dele, mil processos e muito menos um programa de TV…

Sou apenas um adolescente com todos os defeitos inerentes e pouca ou nenhuma cabeleira… Com uma gaita que nem o próprio corpo respeita!

Lamento desiludir-te, mas não sou o Son Goku… Não sou, ao contrário dele, moreno e muito menos tenho a força sobrenatural…

Sou apenas uma lembrança do adolescente maluco, que foi um dia…. a um concerto ouvir Rodrigo Leão! E pensar que seria Sétima Legião? Sou apenas mais um com medo de aprender a ouvir Madredeus… Com medo de esquecer a Teresa Salgueiro, que queria mudar de Música!

Lamento desiludir-te, mas sou apenas um teenager!

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Quinta-feira, Julho 10, 2008

Levanto-o
(ou Tesão para Ti)

Tesão de Ti:
Sentes o perfil do meu nabo sem o olhar
Vês a sua forma com a tua boca
(Ouch!! Mas não o trinques pá!!!)
Deixo-te percorrer o seu perfil enquanto a minha mente se perde no teu rabo
(desenho arabescos nas tuas costas enquanto te torço o braço!)
Vejo a tua mão tentar soltar-se
(arranco a tua mão com a minha!)
Sinto o frenesim da tua boca, e oiço os teus dentes a esperarem pela oportunidade de se vingarem… Vá lá, não sejas estúpida!! Lembras-te do que aconteceu da última vez?
Sinto o formigueiro subir pela pila, enquanto começas a ranger os dentes...
Prendeste-me o nabo, não mo deixas tirar, e ainda o tentas morder!
Penso as mil e uma asneiradas que quero berrar-te, mas o teu pai… o teu pai acabou de entrar em casa, e impede-me até de sussurrar os nomes que te quero chamar!
O pânico sufoca-me… Sufoca-nos! É um vortex de tesão!
Começo a puxar o teu cabelo a ver se me largas o nabo!
Como desejo dar-te um estaladão… a mão bem marcada nessa cara, eternamente!
(nem com o teu braço, bem torcido, deixas de mo morder… puxo o teu cabelo… mas nem assim mo largas!)
Quero que me largues o nabo… quero libertar-me dessa boca violenta…
Murmurar-te ao ouvido mil caralhadas, para que o teu pai não nos oiça…
(quero libertar-me desses dentes afiados… talvez se eu te apertar o nariz começes a sufocar e tenhas de abrir a boca… talvez o soltes finalmente!)

Tesão sem Ti:
O meu cheiro inunda o quarto… As cores das fotos em que estás nua e em posições menos ortodoxas do ponto de vista sexual espalham-se pela minha cama… Sinto a presença da boneca insuflável e percorro a borracha de terceira categoria à procura do pipo… Tenho mesmo de arranjar uma bomba automática…
(cheira mesmo mal, porra… percorro o corredor deste curral, enojado… puxo em vão o autoclismo: está a faltar a água!!!)
A imagem da tua mão na minha pila inunda-me a mente… A tesão provocada pela lembrança daquele toque persegue-me até à loucura…
DEIXA-ME VIR! DEIXA-ME VIR! DEIXA-ME VIR!
Liberta-me desta tesão… Sê a Estrela do SexyHot na minha TV!
(perdido, busco em vão o comando… persigo a tua imagem, por entre a imagem codificada!)
Sinto a tua imagem tão próxima… a tesão bloqueia-me o pensamento…
Umas mãos trémulas seguram uma pila acelerada…
(as minhas mãos seguram-me a pila erguida!)
Tenho medo… Sinto pavor da televisão se estragar outra vez…
(talvez compre uma TV barata no supermercado… talvez ganhe ainda alguns pontos para a gasolina… talvez consiga remendar a boneca insuflável!)
E tu? Tocas-te a pensar em mim agora? Onde é que te tás a tocar? Ainda consegues sentir alguma coisa, nesse sítio onde já tantos tocaram?
Eu não sei se ainda consigo levantá-lo… Já não sei se consigo…
(estarei impotente?)

O tesão já não faz sentido assim… Sem me poder vingar de Ti!

Tesão para Ti:
Quero berrar contigo….
Quero sentir a dor no fundão que é o teu rabo…
(sentir tentares fugir enquanto te agarro pelos cabelos)
Sentir-nos!

Um dia, quando te apanhar de costas, em um qualquer canto do quarto
(um dia, se enquanto te vestes neste canto do quanto!)
Levanto-o para te castigar o pêlo
(levanto-o e tu vais bailar em cima dele)
A minha mão a estimular a maminha
(a tua palma a esfregar a pinha)
Sentir-te gritar quando o meu nabão te tocar quase no intestino…
(sentir os teus punhos no meu nabão, e as tuas mãos a começarem a esbofetear-me!)
Os nossos olhos vingativos, pela raiva que nos impede de olhar directamente o outro… Talvez vendo aquele voyeur pervertido a espreitar pela linha da janela enquanto a cama sobe e desce…
(talvez imaginando que o voyeur fosse uma actriz porno que saltasse para dentro do quarto para participar numa cena lésbica contigo!)

Um dia… levanto-o outra vez para ti
(nesse dia… engulo um frasco de viagra e vais sentir o maior nabo que já sentiste!)

- “Lamento, mas isso não passa de uma salsichinha. Usa as tuas mãozinhas... diverte-te!!”

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Sexta-feira, Maio 09, 2008

Guerra de Nabãos

Um cheiro a fritos banhava aquele fim de tarde. No alto do Monte da Caparica, junto à barraquinha da Dona Crosta, cuja relva ia perdendo os tons verdes dos tempos em que ainda nenhum caloiro bêbado se lembrara de lhe vomitar em cima, encontraram-se finalmente, após todos aqueles anûs. Olharam-se olhos nos olhos e o que viram no olho do outro (LOL!) foi uma escuridão imensa (Ojos negros, larari raraa...). Olharam-se como os irmãos Nabão que eram. Como irmãos que não encavavam uma franguinha em conjunto havia já muito tempo, demasiado tempo... Fosga-se, já tinham comichão nos c*****s! Tempo em que haviam deixado que os seus nabões se travassem de razões para um "Doubleteam", um pouco por toda a parte, por um motivo que já nem era claro nem para um, nem para o outro (Herpes? Piolho púbico?).

Ao seu redor os professores e os veteranos banqueteavam-se de folhados azedos e croissants de duas semanas...Parecia impossível, mas da pandilha original apenas restavam eles os dois. Naquele campus, onde durante incontáveis semestres caloiras riparam, repetentes gozaram, monumentais orgias de fim de ano entraram para a História, apenas dois restavam da Irmandade Original, a Fraternitas Naborum, seu objectivo último a "Guerra à Guelra" em todas as vertentes (de lado, de frente, upside-down, etc). Eles os dois, os membros originais (ROFL) que haviam começado aquela carnificina de crica, seriam também quem acabaria finalmente com ela.

Soprou um vapor nauseabundo da cozinha da Dona Crosta que fez lacrimejar todos os presentes. Não diziam nada, só coçavam o pacote. Não sabiam bem o que procurar na cara do outro. Podia ser que se lessem, podia ser que travassem um duelo mental, um caleidoscospe-o de posições kama-sútricas em que ambos se tentavam ultrapassar, enquanto houvesse grêlo intacto pra escavacar.

Não houve, há, nem nunca haverá à face da Terra quem possa medir a proeza sexual dos dois irmões. Só Deus, isto é, Eusébio, se algum dia diante d’Ele se encontrarem, os poderá ajuizar. As histórias que circulam rezam que a guerra durou tanto porque o próprio Diabo (i.e. José Veiga) os expulsou do Inferno Vermelho. Ele, que teve de "subir a pulso", era incapaz de admitir a presença de dois marmajos que nunca tiveram de bater uma pívia (a ninguém) na vida!

Ninguém diria no entanto que se enfrentavam os dois seres mais libidinosos, mais potentes que já fornicaram à face da Terra. Ambos pareciam jovens, mas cansados. Via-se que o peso de muitas quecas lhes vergava as costas, e não só. Via-se nas olheiras, no seu ar de tísicos, que os seus organismos estavam à beira duma exaustão mortal.

Um clamor surgiu então no Monte. No campus em redor, os alunos pareceram levantar-se da relva onde fingiam que estudavam o dossiê, os seus telemóveis a gravar (youtubi!), os seus nabos pendurados e inertes mas as suas gónadas a clamarem por paz (PÁS! PÁS!). Ambos os irmães souberam o que os voyeurs queriam e ambos viram aí o prenúncio do que aconteceria... perceberam então que todos estes anos a malhar em conjunto mais não fizeram que adiar o inevitável. Teriam de ser eles a acabar com o derramamento de sangue rectal. A altura de mandar outros para o hospital pra levar pontos no buraco tinha acabado...

Começou o das calças pretas por retirar as mesmas. Ficou nú, segurando apenas um boné à frente do pirilau, que as verrugas tinham voltado em força e ele tinha vergonha que as vissem. A sua arma era mais para ser usada como moca e como espeto (!) do que como objecto de cortejamento.
O das calças brancas pareceu anuir ao desafio e retirou a sua roupa, ficando a segurar uma espada de carne em tudo idêntica à do seu irmão de sangue virginal. Olharam-se mais uma vez longamente. Não havia entre eles repulsa, havia sim algo que os impedia de se lançarem um contra o outro. Finalmente, depois de tantos rios de nhanha derramados em cavidades alheias perceberam que mocar só era fácil quando não é o nosso cu o sacrificado. Avançou então um, difícil dizer qual no meio do fedor das coxinhas de frango (que de frango só tinham a cartilagem), e o outro respondeu com um passo igualmente seguro em frente.

O vento flatulento era agora mais forte, mercê da dieta gordurenta dos imbecis que passam pela fina-flôr académica, e trazia as vozes dos milhares de pós-adolescentes frustrados que clamavam por pinocada... Já ninguém defendia o encavanço de um dos irmões, mas sim a enrabadela mútua de ambos! E estes sentiam um frio nas nalgas maior do que aquele que lhes arrepiava a pele do escroto. Naquele momento era algo maior que eles que ali estava em questão. Apenas eles haviam sobrevivido ao esgotamento sexual, não porque fossem impotentes, isso não, ambos investiam de pé, na frente dos seus colegas, não, a explicação era outra... Ambos haviam sido treinados pela mesma Maestrina, a maior cabra do seu tempo e ambos haviam sido os seus melhores (e maiores) discípulos. Papavam todas as gajas que lhes aparecessem pela frente em qualquer posição, esporravam-se e voltavam à carga as vezes que lhes apetecessem, o rol de pito (e não só) alargado não tinha fim...
Mas eles foram longe demais, e uma noite em que ambos testavam uma manobra favorita - o famigerado DoubleAnal - numa caloira de Ambiente particularmente elástica, não conseguiram deixar de ignorar a insistente fricção de nabo com nabo, algo que os deixava tão ou mais excitados que a estreiteza daquela anilha gulosa.
A partir daí, o recalcamento a que ambos se votaram não mais os abandonou e foi fonte de infortúnio para mais do que uma bilha.

Muitos anûs (outra vez? já começa a ficar gasto...) haviam passado e ambos haviam liderado a sua Fraternidade Nabesca, cujos membros eram recrutados com promessas de boca, cu e cona, mas sem revelar a ninguém o seu treino sexual, a Guerra da Guelra tornou-se na Espanholada Eterna, travada entre duas tetas maiores do que a imaginação consegue visualizar e sempre com dois nabos eternamente hirtos a liderar. Dizia-se que era uma luta entre o Pás e o Tau, com o Tau sempre a seguir ao Pás(PÁS PÁS! TAU TAU!). Tinha havido mais do que uma foda digna de figurar nos Anais da História (LMAO!) mas aquela, no Monte Nalguedur, euh, da Caparica, seria a última, as piças invencíveis conheceriam hoje a derrota.
À medida que se degladiavam em duelo fálico o cansaço apoderava-se de ambos por igual medida. A cada um a gaita ia sugando o que lhe restava de vida e fluido seminal. As suas próstatas fumegavam, ansiando por um alívio que não (se) viria. Os colhões protestavam, azuis de esforço.
Continuaram naquela esgrima punhetesca por dias e dias até que finalmente e em simultâneo, fodidos pelo embaraço ("buuuh", "grandes bisnagas que me saíram" e "afinal vai ou não vai haver nabão?"), tiveram o mesmo movimento em falso... Ou pelo menos tão em falso como um prisioneiro deixa cair o sabonete de costas para o seu musculoso companheiro de cela...

Ainda hoje é visível a estátua, no átrio do Edifício VII. Nela está captada, num instantâneo obsceno, o abraço fatal dos dois irmãos Nabãos, as espinhas quebradas num derradeiro esforço de mútuo enrabamento.

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Terça-feira, Abril 29, 2008

Poesia Peiduplicada - Um Sonho Desinspirado

Se puxas pela cabeça
(a de cima, não sejas tonho)
e não há ideia que apareça
nem em rasgo, nem em sonho...

Faz como eu, vais à e-P.E.N.A.
onde há escritos quanto baste
escolhes um, duma centena
e aplicas-lhe um cópi-páste!

Começa então o desprimor
do triste texto original;
"-Fora talento! Xô pudor!"
Quando é p'ra pôr na Penal...

Não te rales com a métrica,
o qu'interessa é rimar!
Força a rima, esquece a estética
p'ra isso estou-me a cagar!

Inventa algo bem javardo,
misto de escarro e cagalhão,
poesia delicada como um cardo
só no olho cria arranhão!

Sentadinho (na retrete) fechas
a peça, com um floreio de mão:
"Texto novo, diverte-te!"
"Lamento... isto é cura para obstipação!"

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Terça-feira, Abril 22, 2008

Poesia corruptiva (ou um sonho apitado...)

Se na vida tens azar,
E tudo o que fazes dá para o torto,
Não adianta desesperar,
Junta-te à máfia do desporto

Para começares a lucrar
Só tens que arranjar bons amigos...
Aqui e além um bom jantar,
E saber te desviar dos perigos

Usando uma táctica astuta,
Grandes benefícios irás ter:
Basta conheceres uma boa fruta
E teres viagens para oferecer

Seja a oferenda bem dourada
Ou simples e curriqueiro bibelot...
Será que ninguem vê nada?
Será preciso chamar o Poirot?

Do norte ao sul a aldrabar,
Temos muitos amiguinhos.
Por isso poe-te a telefonar!
São só uns favorzinhos...

"O Bastos, o Fagundes e o Simão,
O Aurélio e o Joaquim podem apitar!
O Zé Tolas é que não
Que nos tá sempre a lixar!"

Por isso já sabes... oferece-te!
A esta poderosa organização
"Tenho um apito, diverte-te!"
"Lamento... Brigada, anti corrupção!"


Nota de autor: O texto satírico apresentado refere-se à corrupção existente no futebol Português em geral, de Norte a Sul do país em sabe-se lá quantos clubes...

Mais afirmo que esta é uma criação original não corrupta baseada num plagiante plágio de plágio, pelo que a sua originalidade plagiante não deve ser colocada em causa nem a sua validade literária. Mais afirmo que para colocar este texto não exerci qualquer pressão sobre ninguém...

Apesar de tudo... se alguém me poder dar uma ajuda com o telemóvel... é que ás vezes ouço uns barulhos como se alguém tivesse a ouvir as conversas... se alguém me ajudar eu posso talvez arranjar um cafezinho pingado ou uma viagem ao Seixal... em cacilheiro, 1ª classe! Upa, upa

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Terça-feira, Novembro 20, 2007

Natalidades... tipo tosta!

Sentou-se na poltrona e acendeu o cachimbo. A núvem aromática espalhou-se pela sala aquecida naquela noite de Novembro...

Saltou do autocarro e atravessou a estrada em direcção ao shopping. Uma núvem de dióxido de carbono espalhou-se pela avenida naquela noite de Novembro.

Pegou na tenaz próxima de si e ajeitou o madeiro no lume. As noites estavam frias e nada como o conforto da lareira para aquecer aqueles momentos de ócio aos quais se dedicava antes do jantar.

Agarrou o manípulo e abriu a porta do centro comercial. As noites estavam gélidas, mas porra! Ter que gramar com o aquecimento do shopping só porque a mulher lhe disse para trazer o jantar.

Estava quase a fechar os olhos quando uma carícia no rosto o despertou. Olhou e viu a sua mulher em lingerie vermelha. Ela aproximou-se sentou-se ao seu colo e disse docemente:
- Acho que te vou dar uma prenda de Natal com um mÊs de antecedência... E sorrindo desapertou-lhe as calças...

Estava perdido nestes pensamentos quando um esbarrar violento com um objecto o despertou. Olhou e viu um Pai Natal de esferovite carregado de lâmpadas vermelhas. Ele encarou-o, agarrou-se a ele e berrou:
- Foda-se mas tenho que gramar com o Natal, ainda falta um mês. E num acto de loucura despiu suas próprias calças.

Em movimentos ritmados, preparou-se para a explosão dentro de si... E mil luzes de um prazer imenso o envolveram naquele momento, qual fogo de artificio de paixão... e apaixonado abraçou sua mulher...

Em movimentos raivosos, não controlou a raiva dentro de si... E mil luzes de um curto circuito imenso o sacudiram naquele momento... qual fogo de artifício de electrocussão... e bem tostado caiu em cima de um Pai Natal cinzento...

Acendeu um cigarro e olhou para o marido, dizendo em tom de brincadeira...
- Já viste em que alegria te deixei o salsichão?
- É verdade Maria... Mas quem não gosta??

Pousou a maca e olhou para o médico, inquirindo-o com preocupação:
- Já viu em que estado este tipo colocou o nabão?
- É verdade Amilcar... Está assim tipo tosta!!

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Domingo, Novembro 11, 2007

Realidades... oh, bosta!!

Ajeitou os pensos do capachinho enquanto dava baforadas no seu charuto fumegante... Desceu à cozinha da sua vivenda com vista para o mar, e ao passar pela menina Bebiana, a sua empregada de 22 anos e corpo de modelo, deu-lhe uma forte palmadinha nas nádegas, dizendo “Que noite esta!”. “Cabrão do velho”, pensou Bebiana.

Escarrou violentamente para o penico a sua especturação matinal, enquanto coçava delicadamente o seu rabo peludo e postulento... Fugiu para o quintal enquanto a sua mulher corria atrás de si, em robe, com uma lingerie que até se poderia considerar sexy, mas não num corpo de uma mulher de 137.8 quilos. “Porra, mais uma noite!”, pensou correndo atrás do autocarro da carris.

Entrou no seu topo de gama novinho, e escolheu qual dos seus cartões de crédito, com avultados plafons cobertos, ia usar. “Hum, este deve chegar para a Madame Viviane!”

Por entre o magote de gente do autocarro, tirou a carteira rota e contou os trocos “20 euros e meio... deve dar para meia hora com a Gertrudes Boca Doce!”

Entregou as chaves ao rapaz, com uma nota de 20 euros, que se apressou a estacionar o bólide “Espero que o cabrão do miudo não me risque o carro!”, pensou, enquanto entrava e lhe traziam, apressados, um uísque duplo.

Saltou do autocarro ainda em andamento e embrenhou-se nas ruas sujas e labirinticas daquela zona da cidade, chegando rapidamente ao albergue decadente do último beco. “O que me apetecia mesmo era uma aguardente velha...” pensou. Trouxeram-lhe um traçado num copo baço e partido.

- Fofa, a Madame Viviane já está à minha espera? – perguntou à menina absurdamente pintada do lobby.
- Claro Doutor Alves... Quarto do costume- esclareceu - Algum brinquedo especial?
- Não, não, deixe estar. – respondeu, dando uma palmadinha no rabiosque da menina e entrando no elevador.

- Reinaldinho, a Gertrudes tá por cá? – perguntou ao brasileiro de dois metros que se encontrava encostado a um bidon de cerveja a palitar os dentes.
- Está sim Guedes, mas tem de esperá um momentinho à porta que ela está acabando.
- Tá bom, vou subindo então - respondeu

Entrou no quarto - o espelho da luxúria. Uma explosão de veludos e cetins vermelhos e rosas envolvia Viviane, no esplendor dos seus 23 anos, vestida com um corpete rosa, cinto de ligas e roupão de cetim. Aproximou-se dele, e à medida que o beijava, despiu-o e levou-o para a cama vermelha.

Esperou que um velho saísse, com ar visivelmente satisfeito. O quarto tinha uma carpete castanha bem suja, as janelas com estores bolorentos, tecto com uma lâmpada pendurada, e no centro apenas um colchão com imensas nódoas. Gertrudes, na decadência dos seus 57 anos, flácida e com excesso de pilosidade corporal, limpava a sua boca estranhamente avermelhada.

Quarenta deliciosos minutos... o tempo necessário a vários momentos de prazer naquele ambiente de sonho.

Quatro explosivos minutos... o tempo necessário à Gertrudes tirar a dentadura, começar a sua “especialidade”, e acabar o serviço.




- Boa dia Doutor Alves. Esteve tudo do seu agrado? – perguntou um rapaz de 30 anos, extremamente bem vestido, que aparentava ser o gerente
- Como sempre, meu amigo, como sempre – respondeu, estendendo o seu cartão de crédito enquanto dava longas baforadas no seu charuto.

- Oi Guedes, tudo bom? – perguntou reinaldinho
- Sim, sim, a gertrudes nunca esquece, nasceu ensinada!! – atirou, ainda ofegante, estendendo os quize euros
- Hoje tem desconto, só dez euros... ela não lhe disse?- inquiriu reinaldinho
- Não sabia de nada...
- É que ela está com uma crise de herpes... outra vez. Mas não tem problema não!
- Ohhh, BOSTA!!!

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Sábado, Outubro 13, 2007

Poesia Neo-alucinada (ou um sonho colectivo sergiófilo)

Tenho andado a estudar
Uma hipótese muito estranha.
Estou perto de a aceitar
Quanto mais penso, mais se entranha

Sergay, avôzinho de TL, compêlo dôs
Por muitos nomes o conhecemos.
Mas existirá ele na realidade
Ou será uma psicose que todos temos?

Nas pautas está inscrito
Mas na faculdade nunca está.
É muito estranho, admito!
Ninguém o vê, porque será?

Na net parece habitar
Até comenta e escreve na Penal.
Mas alguém pode provar
Que não passa de um bug virtual?

Já esteve em jantares? Uma ilusão!
Na FNAC a ler BDs? Um sonho!
A desenhar em guardanapos? Uma visão!
A tentar comer uma sandes? Que tonho!

-“Tantas vezes que o vi, mais de um milhão!”
Contradiz alguém, que se justifica.
Mas não vê também o papão
O menino que nele acredita?

A teoria é real, submete-te
Estaremos todos a viver uma alucinação?
-“Tenta encontrá-lo, diverte-te”
- “Lamento... mas ele já me ripou o nabão!”

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Quinta-feira, Setembro 06, 2007

Poesia gastronómica II (ou o reviver de um sonho cantinado sem validade literária)

A memória de boa gastronomia,
Com aquele sabor original,
Fez-me ir de novo, com alegria!...
À cantina de acção social.

Seja em Coimbra ou em Lisboa,
Sempre a mesma sensação...
É que até ficas á toa,
Com tamanha nutrição!

Bifanas bem ressequidas...
Sopinha de mijo de cão!
Traz umas massinhas coloridas...
Com consistência de sabão!

Bacalhau em salgadas lascas ...
Abrótea á sexta feira!
Mais selecto que muitas tascas...
Já se adivinha a caganeira!

E no que aos doces diz respeito,
Tambem tens por onde escolher.
Melão e arroz doce a preceito...
Para a casa de banho sais a correr!

Ainda não estás satisfeito?
Porque estás a barafustar...?
Por 2 euros... Tem respeito,
E trata de te calar!

Por isso de novo converte-te!
(Para rimar com a famosa terminação!!)
- Toma o tabuleiro... diverte-te!
- Lamento... Mas não tenho picante á mão!

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Terça-feira, Novembro 29, 2005

Diário de Um Homem Porco - Bocejo

É de manhã. Descubro-o pelo raio de sol que me entra pelos estores mal
corridos e me bate na cara. Dou mais umas voltas na cama, debaixo do
edredôn encardido, mas não tarda que me levante, os lençóis colados à minha
epiderme pegajosa de suor e sebo.
Sento-me na beira da cama, coçando a tomatada. Em seguida esboço o gesto
de levar o dedo ao nariz, mas o odor a colhão acorda-me do meu torpor
sonâmbulo. E ponho-me a pensar. "Foda-se, preciso mesmo de um banho." Dou
um estalo a mim mesmo por ter tais pensamentos e arrasto-me para a casa de
banho. Pelo caminho esbarro em garrafas de cerveja e pacotes de batata
frita vazios, as migalhas gordurosas colando-se às solas dos meus pés.
Mal ligo à carpete encrostada de manchas de uma noite de excessos com a
minha querida Lily, companheira das horas tristes. Ali jaz ela, a um
canto, meio esvaziada. A sua boca sempre aberta para um conforto que mais
nenhuma mulher pode, nem quer, dar.
Acendo a luz e sento-me na retrete. De vez em quando pergunto-me o porquê
de ainda continuar aquele ritual, mas o alívio que sinto quando expulso
aquela massa nauseabunda para longe do meu interior mucoso é resposta
suficiente.
Puxo o autoclismo mais por reflexo que por consciência. Irritado,
compreendo que os tiques que trago da minha vida anterior me vão
acompanhar por algum tempo mais.
Decidi pactuar com a podridão. Durante a maior parte da minha vida a
arrumação e a higiene foram os faróis que me guiaram, os ideais pelos
quais devotei o meu tempo e o meu trabalho.
Mas desde que surgiu aquela directiva comunitária, proposta pelos Verdes,
sobre a qual todo e qualquer controlo sanitário seria abolido, a minha
especialização tornou-se redundante. Isto porque viviamos numa sociedade
cada vez mais asséptica, mais desinfectada, mais contra-natura. As
elevadas taxas de asma alérgica e doenças auto-imunes começavam a falar por si.
"-Eu quero que sa fodam, caralho!" e começo a chorar. Como é possível uma carreira tão promissora, tão cheia de potencial, vir abaixo desta maneira?
Maldito o dia em que fui pra técnico de segurança alimentar!

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Sábado, Março 19, 2005

O nabinho do Dr. Chupai

Olá labregos, pseudo-intelectuais da actualidade (políticos), leitores de textos com valor literário (os que especulam demais). Venho aqui apresentar a 1ª edição do “O nabinho do Dr. Chupai”, pretendo com ele curar possíveis traumas de inferioridade e apagar esse grande mal.

Estimadas chupadelas gástricas.

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Leitor camuflado com gorro cor-de-rosa:

Dr. Chupai gostava que indicasse qual o tamanho médio dos pénis, na Europa. Mais precisamente em Portugal na aldeia Ventosa do Casal. Um colega de trabalho queixa-se que não tem erecção quando vê mulheres. Será que o tamanho do pénis dele é reduzido de modo a não se notar diferença?
Obrigado pela sua atenção.

R:
O seu grande rabeta! Primeiro não se devia preocupar com o coiso do seu colega, tal atitude mostra em si algum interesse e preocupação em não conseguir a estimulação rectal. Mas esteja descansado, pela sua descrição o seu colega pega de traseira, e portanto pode declarar-se, e mostrar a sua sexualidade.

Não agradeça. Não quero nada consigo! Sou Másculo!!!

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Leitor camuflado de White Castle:
Olá doutor. UI!!!! Quando vejo o Conde na televisão sinto-me enjoado, não percebo tal situação. A minha mulher obriga-me a ver aquele animal. AI!!! Não sei o que fazer nem o que lhe dizer. Será que ela me está a trair?

R:
FDX. Isto hoje é só maricas! Você está é com medo que ela descubra as semelhanças entre os dois! Esse enjoo é de pensar que lhe está a fazer sexo oral com violência. Aconselho-o a não ver as cenas do cavalo, pois estão a fazer-lhe muitos ciúmes! Siga em frente. Deixe a sua mulher antes que ela admita que está apaixonada pela Cinha.

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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Poesia gastronómica (ou um sonho cantinado...)

Se gostas de boa gastronomia
E de um sabor bem especial,
Vem comer com economia
À cantina da acção social.

São pratinhos bem saborosos,
Uma gostosa e nutritiva refeição,
Os petisquinhos mais famosos,
Seja qual for a disposição.

Croquetes de cagalhão esfarelado,
Sopinha de muco vaginal.
Traz um pintelho encaracolado
Para um toque mais original.

Peixe com mais de uma semana
Com delicado aroma do mar,
Parece que apanhas uma bezana
E passas o dia a vomitar.

E passando á moderna doçaria
Tens muito por onde escolher,
Mousse inconsistente, bolo á fatia,
Pudinzinho com minhoca a mexer.

E se não estiveres satisfeito
Nada tens para reclamar,
Sem o livrinho a jeito
Resta-te apenas barafustar.

Por isso já sabes: converte-te
A esta alimentação com prazer;
-"Pus centalho... diverte-te"
-"Lamento mas já tenho a boca a arder"

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Sábado, Janeiro 08, 2005

Poesia Neo-javarda (ou um sonho pedófilado...)

Na bandalheira que é este país
Mais um deboche se vai preparar.
Em frente de pequeno ou grande nariz
Criancinhas vão ter de aguentar!

Vem todo o porco com nabo
Esfomeado por um pueril rabinho
“-Menino, espero que já tenhas acabado”
“-Senhor, tire-o devagarinho!”

Venha Médico ou Doutor
Da Embaixada ou da 5 de Outubro
“- Chupa aqui, meu amor”
“- Passe a nota e abocanho o rubro!”

Comediante, futebolista ou apresentador
Todos na TV a encenar
Lágrimas caindo sem dor
E os putos a chup...ramingar!

A escumalha da sociedade
Viola da Casa Pia, a pequenada...
Muitos com toda a impunidade
E outros com a garganta inchada!

Só não vê quem não quiser
Este comboio sodomita
Vai do Porto a Alenquer
E o Bibi é o maquinista...

Se és pedófilo então oferece-te
Mas cuidado, tem atenção:
-“Olhó chupa... diverte-te”
- “Lamento... PJ, identificação!”

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Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Poesia classicópimba (ou um sonho orgiado...)

Neste belo e louco Portugal,
Mais uma orgia vamos preparar;
E para o acontecimento ser especial,
Trazei damas para alegrar.

Vem toda a cortês nobreza,
Meninas de saia arcada,
Tudo o que é membro da realeza
Para não perder a debochada.

Venha menina formosa
De Sintra ou de Cascais;
Venha a serôdia mais famosa,
Desde que não traga os pais.

Tudo pronto para a rebaldaria,
Mil corpos anseiam molhados.
Que comece então a orgia,
A Festança dos encalacrados!

Bela senhora que aí estais,
Que hesitais sem razão;
Não penseis em nada mais
E agarrai em meu nabão.

Fina senhora do intendente
Em forrobodó não pode entrar,
Pois usa seu belo dente
Para o material logo trincar.

E feita a criteriosa selecçao
De moças de sul a norte,
Enlouquece a competição,
Torna-se o malhanço mais forte.

Se és meretriz mete-te
Neste jogo que só tem um senão:
-"Tenho um nabo... diverte-te"
-"Lamento mas é dia de Menstruação!"

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Sexta-feira, Dezembro 10, 2004

Sonhos galgados

Terminava mais um dia de árdua labuta... rolhava os últimos frascos e verificava se tinha fechado todas as luzes do anexo. Examinou longamente as torneiras, e coçou rapidamente o seu orgão plastificado cansado de tanta erecção provocada pelo chorrilho de gajas que teimava em passar no corredor. Pousou a caneta que continha ainda um pouco daquela substância gelatinosa que tinha extraido á pouco do sistem reprodutor de um sapo e que ia ser a chave daquele novo e empolgante trabalho de pesquisa ciêntifica.
Sorriu uma última vez olhando para trás e fechou a porta, sem a trancar... o segurança da companhia trataria disso depois.
Começou a dar passos no corredor deserto... "hum fez-se tarde..." - pensou - "já nem sequer os serviços de limpeza cá estão..."
Foi quando tudo aconteceu, um grito lancinante estoirou com seus ouvidos. " Que merda foi esta?"
E assim foi.. de rompante ela aparece após uma longa queda livre do tecto...

-"Mas quem és tu???????"
-"Desculpa... eu, eu... estou galgada"
Ele suspirou longamente, e com um sorriso respondeu...
- "Lamento mas o meu contrato de trabalho obrigava-me à castração..."

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Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

Sonhos Feromonados

Há já muito que Maria Inés tinha desaparecido de sua quinta, no entanto em seu laboratório tinha ficado algo muito cobiçado, um líquido, um verdadeiro rei do sexo universal.

Sabendo disso sua empregada, Jesquina Delgada, dirigiu-se ao laboratório procurando por todo lado, debaixo da bancada, enquanto era penetrada violentamente pelo seu namorado, o domador de cavalos selvagens, Cheval Garanhão. Um nome que já vinha de família de seu pai. Ela continuava na sua busca dentro da Hote enquanto Cheval pipetava rigorosamente seu produto no útero de Jesquina, enfiando-lhe um balão volumétrico (1L) de vaselina no ânus. Ela gemia silenciosamente tentando não se distrair com a perversidade dele.

Em cima da bancada ela bisbilhotava pelo meio de todos os frascos de reagentes sentindo uma nova vaga, era atacada por detrás, Garanhão libertava uma quantidade de amido no vale do rego para obter um pouco mais de energia no material. Enquanto ele dava à bomba, um barulho tipo fritadeira soltava-se no ar, por momentos sentiu que se estava a fazer vácuo e foi então que o seu conteúdo seminal cristalizou-se na ponta do seu cold-finger. No meio de gemidos gélidos e penetrações dolorosas Delgada encontrou o frasco que tanto procurava, bebendo um gole logo de seguida. Ao mesmo tempo que Garanhão lhe fazia um minete Tornado com a língua rodando a 7200 rpm, sentiu-se mais realizada com o líquido ingerido, virou-se e disse:

- Olha lá já podes abrandar a tempestade…Sou lésbica! Agora diverte-te com a mão direita!

Ele responde com o seu ar selvagem e badalhoco:

- Estás assustada? E eu sou trans-sexual, e esse frasco só tem o meu antigo muco vaginal!

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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

Sonhos esbranquiçados

“É apenas mais uma madrugada” – pensou ele enquanto baixava com violência o rolo de madeira sobre a massa tenra e se virava. O seu gorro outrora branco estava amarelo e manchado, revelando às mentes mais perspicazes as práticas habituais a que o seu dono se dedicava. Dirigindo-se à despensa disse para o vulto junto à janela: “Foi nojento, cozinhas mal como a merda. Pôe-te lá fora. ” e coçou o rabo com uma haste da batedeira.

Tinha sido só mais um souflê de ananás com abacate, mais uma sobremesa que prometia ser requintada, mas que tinha acabado por dar numa banal mousse de pacote. Era triste. O seu vício secreto de se deliciar com a comida preparada por roliças cozinheiras estava a tornar-se perigoso, sobretudo para o seu fino palato.

Ainda se lembrava de como a tinha seduzido em frente ao salão paroquial. Reparou nela primeiro pelos seus fartos seios, depois pelo Pantagruel que trazia debaixo de um dos braços. Estava com mais 3 amigas, numa reunião de alunas de cursos de cozinha por correspondência, como agora estava na moda. A sua camisola suja de chocolate foi o toque que fez com avançasse.

Simulou passar casualmente pelo grupo de amigas, e subtilmente fingiu tropeçar e esbarrar com a massa imponente que era o seu alvo, um autêntico bisonte americano. Desculpas trocadas e um dedo de conversa chegou para irem beber um café na esquina. Ele padeiro e cozinheiro nas horas vagas, ela cozinheira na tasca da Dona Josefa, e o desejo entre ambos cresceu mais rápido que claras em castelo a serem batidas. Saíram e dirigiram-se para a padaria onde ele trabalhava na sua carrinha de distribuição do pão.

Enquanto ele guiava para o seu destino, ela começou a descrever as suas últimas habilidades culinárias, enquanto se esfregava com os éclairs recheados que se encontravam no banco traseiro. Ele delirou e tentou lamber o creme de um dos pés da sua cozinheira recém seduzida, quase perdendo o controlo da viatura à medida que os tabuleiros de croissants caíam na parte detrás da carrinha.

Chegaram à padaria tão ansiosos como lambuzados, e enquanto ele vestia a sua farda ela ia-lhe colocando o gorro e manuseando os instrumentos culinários que tinha à mão. Teve estertores de prazer enquanto ela batia e batia, fazendo crescer cada vez mais o sucedâneo de ananás, apenas vestida com um avental que mal cobria a sua nudez de vénus de milo, ou pelo menos as suas dobras de gordura abundantes. Num ambiente de transe simultâneo ele devorou o souflê que ela preparou, enquanto ele a estimulava com o ralador de queijo que usava para dar o toque final à sua carbonara. A orgia culinária repetiu-se vezes e vezes sem conta, acabando as iguarias por parecerem cada vez mais rotineiras e simples. Estava cheio, e só lhe apetecia vomitar.

Lembrou-se onde estava ao olhar para o boião gigantesco do fermento. “Ver se a outra já se foi para continuar a tratar da massa dos brioches.” Pensou, enquanto saía da pequena divisória, descobrindo a cozinheira já vestida mas a comer um prato de sonhos recheados que ele tinha preparado na noite anterior. “Já te disse para saíres minha Filipa Vacondeus de cantina universitária!” insultou, esperando que ela se fosse rapidamente embora. Largou os sonhos, levantou-se movendo os seus 140 kilos de gordura natural e dirigiu a palavra ao padeiro

-“Mijei no souflé... diverte-te”- disse sorrindo

Ele olhou para ela, sorriu ironicamente abanando a cabeça e, condescendente, atirou:

-“ De onde pensas que o recheio branco e leitoso dos sonhos que estás a comer vem? Engasga-te!”

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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Sonhos batidos

Ele apreciava a visão privilegiada que tinha do gostoso decote da pêga, enquanto esta lhe sacava uma punheta.
"- Mais depressa, mais depressa, mai... UUGHGHHHAAHHH!!" entra ele a vir-se.

"- Ó estimaaado clienteee" - disse a cabra, em jeito de revista, limpando a mão - "não se esqueça do combinado, táá?"

O homem (feio, baixo e encurvado), enquanto fingia que abotoava a braguilha,
sacou duma ponta-e-mola ferrugenta e abriu-lhe o bucho, da crica à gargantinha.

"- Ia lá gastar 5 éros com uma puta da tua laia" - cuspiu o velho, enquanto se dirigiu, cambaleante, para a janela do terceiro andar, donde se atirou, de braços (asas?) abertos para o meio da rua.

"-Já acabaste a estória, Papá?"
"-Já, filho!"
"-ENTÃO VEM CÁ RIPAR!!!"

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Sábado, Novembro 27, 2004

Sonhos esbatidos

"É apenas mais um dia"- pensou ele enquanto se levantava da cama, os lençois empurrados para o lado revelando manchas de quem se ocupou durante a noite. Colocando os pés no chão frio, ele levantou a persiana deixando entrar o sol da manhã no quarto desarrumado. Baixando-se para apanhar um soutien ele atirou-o por cima do ombro e, sem nunca olhar para trás, disse: "Foi giro. Agora mete-te lá fora.", e fechou a porta da casa-de-banho.
Tinha sido só mais uma conquista, mais uma rapariga que tinha sucumbido ao seu encanto. O que ele mais adorava era o prazer da conquista, o prazer de ser um predador à busca de mais uma presa.

Ainda se lembrava da noite, na discoteca, onde tinha entrado à frente de todos por ser já um cliente fiel. Reparou nela mal entrou, junta com mais quatro amigas, todas na conversa, a "all girls night out", como agora estava na moda.
Reparou nos seus seios pequenos mas rijos, nas suas ancas que se moviam ao ritmo da musica, o seu rabo firme. Seus olhos faiscaram de prazer à medida que percorreu a discoteca e lhe deu um pequeno empurrão, seus dedos acariciando levemente a sua pele que se arrepiou. "Desculpa", disse ele fazendo a voz mais grave e profunda.
Pela reacção dela ele pode ver que tinha acertado no alvo e o resto da noite passou a correr, com a caçada. No fim da noite, as amigas já desaparecidas para casa, ele fez-lhe o convite de se dirigirem para a casa dele e ela aceitou, já agarrada nele como se mal pudesse esperar.
No carro, através da auto-estrada, as mãos dele subiram pela perna dela, por baixo da saia, desviando a cueca dela já ensopada para o lado e um dedo penetrou-a, rápido, sem hesitação. Ela só estremeceu e caindo para o lado, desapertou-lhe as calças, retirou o membro dele para fora e lambeu-o com a pericia de uma mestre. Ele quase perdeu o controlo do carro à medida que ejaculava na boca dela.
Chegaram a casa ansiosos, no elevador ele ficou com a camisa desapertada e ela atravessou o patamar para a casa dele já sem nada na parte de cima do corpo.
Os seios dela eram exactamente como ele tinha imaginado, pequenos mas muito rijos, levemente empinados (de excitação ou do frio, não sabia) e com uns mamilos que sobressaiam e lhe diziam "lambe-nos". Retirando o resto da roupa enquanto fechava a porta de casa e os braços dela lhe faziam cócegas no peito, ele mirou-a, o cabelo louro e curto, a pele branca, os seios, as pernas longas terminando nuns lábios largos e sem pêlos. Ela não esteve com meias medidas e saltou-lhe logo para o colo, agarrando-lhe no membro já erecto levou-o para dentro de si, gemendo e logo ai tiveram o primeiro orgasmo da noite, juntos.
Seus corpos uniram-se mais quatro vezes, todas elas inesqueciveis, mas ele em cada uma delas ia ficando mais farto dela, a caçada já não tinha a mesma alegria, já sabia como ela ia ter o orgasmo, como a cara dela se ia contorcer e suas costas se iam arquear, já não tinha o mesmo interesse.

Lembrou-se onde estava de repente, sua cara pálida no espelho, "Ver se ela já bazou e depois fazer a barba". Abriu a porta para ver ela já tinha saido mas ela estava vestida sentada em cima da cama, o cabelo em desalinho e os olhos faiscando uma raiva e uma alegria esquisita.
"Mete-te fora, não tenho paciência para te aturar mais. Vai-te embora sua cadela que faz com qualquer um." - disse ele na esperança que ela fosse logo embora.
Ela levantou-se lentamente, como se as palavras tivessem apenas raspado na sua couraça de gelo impenetrável. Abriu a porta da rua devagar, e naquele instante voltou-se e disse devagar e com um meio sorriso no rosto:
"Tenho SIDA, diverte-te."


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